Irmã do procurador Orlando Figueira com ouro e notas em cofre
Peças em ouro compradas a vendedor ambulante de Mogadouro.
A irmã do procurador Orlando Figueira, que está a ser julgado por corrupção no processo Fizz, tinha 130 mil euros e várias peças em ouro num cofre que lhe foram apreendidos quando o magistrado foi detido, em 2016. As joias foram compradas a um "vendedor ambulante" de Mogadouro, que ontem foi ouvido por vídeo-conferência.
António Fernandes afirmou que há 30 anos que vende peças em ouro a Maria José Figueira, médica no centro de saúde do Cacém. "Era uma boa cliente. Comprava muita coisa, como fios, pulseiras e colares".
Outra testemunha garantiu que, ao contrário da tese da acusação – luvas paga ao irmão – os bens pertencem à médica, que sempre viveu confortavelmente. "Ela ia à Loja das Meias e nem sabia quanto gastava. Sempre teve muito ouro. Cada um com a sua pancada", referiu Goreti Ribeiro, advogada e amiga da médica, que adiantou que a mesma tinha dois cofres.
"Ela estava a fazer um pé de meia. Levantava dinheiro da conta conjunta e guardava no cofre. E ainda emprestava ao irmão", declarou.
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