Irmão polícia de Nininho Vaz Maia escapa à prisão porque agressão não foi filmada
Pontapeou imigrante que era visado num processo de violência doméstica.
O irmão polícia de Nininho Vaz Maia é um dos agentes que escapou à prisão preventiva depois de ter estado vários dias sob detenção nos calabouços do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, mas acabou por ficar suspenso de exercer funções na Polícia. Valeu ao irmão do cantor o facto do caso em que foi visado – na agressão a um detido por violência doméstica em 2024 -não ter ficado gravado em vídeo. O nome de Mário Vaz Maia surge entre os colegas para além de ter sido identificado pela vítima e outras testemunhas. Mário Vaz Maia, recorde-se, foi chamado a uma ocorrência em que um imigrante era visado num processo por violência doméstica. À chegada, o irmão de Nininho e os colegas deram vários pontapés ao homem que necessitou de receber tratamento hospitalar. Os golpes foram dados sobretudo na cabeça da vítima que ainda foi ameaçada.
Em tribunal, os advogados foram confrontados com quatro vídeos “perturbadores”, segundo classificaram ao nosso jornal. Os vídeos identificam claramente as vítimas a serem torturadas, sempre algemadas e sem hipótese de defesa. Esta terça-feira, a PSP anunciou que instaurou um processo disciplinar e afastou do dispositivo de investigação criminal um agente suspeito da fuga de informação relacionada com o inquérito que investiga os crimes nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa.
Entretanto a investigação continua. O grupo de Watsapp onde eram partilhados os vídeos tinha 69 polícias, que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, diz querer identificar, abrindo a porta a mais detenções. Desde o início do processo já foram detidos 24 elementos da PSP, 13 dos quais estão em prisão preventiva.
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