Carlos Alexandre permite acesso a escutas de Sócrates com Costa e outros políticos

Procuradores opõem-se à divulgação de conversas que dizem não ter relevância criminal.

03 de novembro de 2017 às 19:28
Carlos Alexandre, Ricardo Salgado, Emília Martins, Tribunal da Relação de Lisboa, José Cruz, José Sócrates, Relação de Lisboa, Operação Marquês Foto: Filipe Ferreira
primo, José Sócrates, mp, Ministério Público, José Paulo Pinto de Sousa Foto: Ricardo Jr
José Sócrates, escutas, Operação Marquês, Santos Silva Foto: Getty Images
José Sócrates não abria correspondência que recebia em casa por ser “alérgico” a cartas e por isso não via as contas Foto: Vasco Neves
O juiz Carlos Alexandre ponderou candidatar-se, mas acabou por não o fazer Foto: Sérgio Lemos

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Os procuradores do Ministério Público recusam-se a revelar aos assistentes (entre os quais jornalistas) e arguidos no processo "Operação Marquês" as escutas que envolvem as conversas de José Sócrates com vários políticos, incluindo o atual primeiro-ministro, António Costa.

Esta atitude dos magistrados choca com a decisão do juiz de instrução, Carlos Alexandre, que autorizou o acesso às conversas, baseando-se em decisões anteriores de tribunais superiores, apurou o CM.

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As referidas conversas não estão transcritas, uma vez que os investigadores consideraram que as referidas conversas não tinham relevância no processo em que Sócrates é acusado de corrupção, branqueamento de capitais e outros crimes.

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