Juiz liberta homem que abusou de irmãs menores no Porto

Ficou com apresentações às autoridades e não pode contactar com as vítimas, com as quais reside numa casa camarária.

23 de fevereiro de 2026 às 01:30
Tribunal de Instrução Criminal do Porto Foto: Ricardo Jr
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Um juiz do tribunal de Instrução Criminal do Porto aplicou, como medida de coação, apresentações periódicas às autoridades, ao homem de 43 anos, suspeito de atacar sexualmente as duas enteadas. Também não pode contactar com as vítimas - porém, as mesmas residem com a mãe numa casa da câmara que está em nome do suspeito. Uma delas tem já 19 anos, mas a outra é ainda menor - tem atualmente 14. Como a mãe nunca acreditou na versão das filhas, descredibilizando as denúncias apresentadas por elas, resta agora saber quem tem de deixar de viver naquela habitação. 

Os crimes começaram a ser cometidos em 2020, durante a pandemia. As vítimas tinham na altura 8 e 13 anos. A mais nova, quando tinha 12 anos, contou à psicóloga da escola tudo aquilo que o padrasto lhe fazia em casa, quando estavam a sós. A mãe foi chamada, mas desvalorizou tudo e disse que tal denúncia não tinha qualquer fundamento. Desde essa altura, o agressor nunca mais a terá atacado. Mas a denúncia à PSP só foi formalizada em dezembro do ano passado, quando, a vítima que tem hoje 19 anos, desmascarou o padrasto num evento de família, no Natal. A mãe voltou a não dar credibilidade ao que ela dizia.

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O caso acabou por ser comunicado à Polícia Judiciária do Porto e o operário da construção civil foi detido na quinta-feira da semana passada. A mãe das vítimas nunca deu valor ao que as filhas dizem por ser totalmente dependente do agressor - não só financeiramente, mas também devido à casa em que vive estar no nome dele. 

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