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Mãe desvaloriza denúncias das filhas vítimas de abusos sexuais pelo padrasto

Padrasto das vítimas foi detido pela PJ do Porto. Atacou as irmãs em casa. A mais velha desmascarou-o durante uma reunião de família no último Natal.

21 de fevereiro de 2026 às 01:30

Os crimes começaram a ser cometidos em 2020 em pleno período de pandemia de Covid-19. A vítima tinha na altura 13 anos e foi atacada sexualmente pelo padrasto em, pelo menos, duas situações distintas. Nunca contou nada a ninguém, até ao Natal do ano passado, quando, numa reunião familiar, durante uma discussão, disse a todos aquilo que o companheiro da mãe lhe tinha feito. A vítima tem atualmente 19 anos e, na queixa à PSP, dias depois, até indicou que também a irmã mais nova, atualmente com 14 anos, foi atacada sexualmente pelo padrasto e até já tinha denunciado o sucedido à psicóloga da escola. Porém, a mãe de ambas, desvalorizou as situações, não acreditando nos horrores que as filhas sofreram.

O autor dos crimes sexuais contra as duas irmãs foi agora detido pela Polícia Judiciária do Porto. Tem 43 anos e é operário da construção civil, trabalhando por conta própria. É o principal sustento da família. A mãe das menores é completamente dependente do homem agora detido. Apesar de trabalhar como empregada de limpeza, os rendimentos são baixos. Vive ainda numa casa da câmara que estará no nome do companheiro. Terá sido por isso que desvalorizou as duas situações. No caso da filha mais velha, com a qual não tem uma boa relação, garantiu que é a vítima "que não está bem". Já quando à mas nova, a mãe chegou a ser chamada à escola, mas desvalorizou tudo o que a filha disse sobre o padrasto. Referiu que entendia "não ser possível" e que "não acreditava" em nada do que ela denunciava.

Os crimes eram cometidos sempre que o agressor estava a sós com as vítimas - atacadas em separado. A menor mais nova foi alvo de investidas sexuais mais vezes e mais graves. Começou a ser forçada a sexo quando tinha 8 anos. Porém, o agressor parou quando ela completou 12 anos - e após a enteada ter contado tudo à psicóloga. Após terem conhecimento do caso, os inspetores da PJ partiram para o terreno. Falaram com a vítima mais nova que confessou de imediato que tudo o que contou à psicóloga era verdade. 

As vítimas viviam com a mãe, o padrasto e uma irmã de apenas 7 anos - filha do casal -, no centro do Porto. Após ter desmascarado o padrasto, a jovem de 19 anos, ainda ponderou não apresentar queixa, mas foi incentivada por amigas a fazê-lo. O padrasto foi presente a um juiz para aplicação das medidas de coação. 

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