Juiz condenado por mentir em tribunal

Movido por ciúme, quis vingar-se da ex-companheira e prestou falsas declarações.

17 de maio de 2017 às 01:30
Tribunal da Relação de Guimarães Foto: Secundino Cunha
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O juiz Vítor Manuel da Costa Vale foi ontem condenado pelo Tribunal da Relação de Guimarães a 400 dias de multa, à taxa de 20 euros por dia (um total de 8 mil euros), por ter prestado falsas declarações num julgamento em que era testemunha.

O magistrado, colocado no Tribunal de Famalicão, mentiu em tribunal na tentativa de se vingar da ex-companheira, Maria Alexandra Martins, por se recusar a aceitar a rutura da relação. Terá de pagar também uma indemnização cível de cinco mil euros.

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Quando vivia com Maria Alexandra, Vítor Vale era homem de confiança do pai da companheira. Quando ficou doente, foi Vítor quem o ajudou a elaborar o testamento, colocando Alexandra como única herdeira, já que o irmão era toxicodependente e o pai temia que ele destruísse a fortuna na droga.

Quando Alexandra resolveu terminar a relação, o juiz teve dificuldades em aceitar e prometeu vingar-se. Contactou o irmão da ex-companheira e convenceu-o a meter uma ação judicial para anular o testamento. No julgamento desse caso, o juiz foi testemunha e disse que, na altura do testamento, o pai de Alexandra já não estava na posse de todas as suas capacidades, afirmando que não tinha participado no assunto.

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Alexandra ganhou a causa e processou o ex-companheiro por falsas declarações. O juiz foi agora condenado e já tem uma queixa no Conselho Superior da Magistratura. A defesa vai recorrer.

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