Juiz rejeita pedido de libertação dos três detidos suspeitos de corrupção na Madeira

Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia estão detidos há dez dias.

02 de fevereiro de 2024 às 17:36
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Os advogados dos três detidos suspeitos de corrupção na Madeira pediram a libertação dos arguidos, mas viram o pedido ser recusado pelo juiz de instrução criminal. 

O presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, o líder do grupo de construção AFA, Adelino Farinha, e o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia, estão detidos há 10 dias. 

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Esta sexta-feira, o arguido Avelino Farinha começou a ser ouvido na tarde desta sexta-feira no Campus da Justiça, em Lisboa, pelas 15h30. 

À saída do tribunal, Raul Soares Veiga, o advogado de Avelino Farinha, disse aos jornalistas que o Ministério Público tenciona pedir prisão preventiva para todos os arguidos. O advogado espera, no entanto, que as explicações do cliente sejam suficientes para o juiz não aplicar nenhuma medida de coação privativa da liberdade.

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Dia 24 de janeiro, a Polícia Judiciária realizou cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias, sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, foi constituído arguido e anunciou a renúncia ao cargo dois dias depois.

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