Julgamento de Duarte Lima arrisca ser de novo adiado
Em causa as provas que não chegaram do Brasil. Crime foi em 2009.
O julgamento do ex-deputado e advogado Duarte Lima, acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, em 2009 no Brasil, com data de início prevista para 5 de novembro, pode vir a ser novamente adiado.
Esta segunda-feira, no Tribunal de Sintra, na sessão prévia ao julgamento, foi tentado consenso relativamente às provas em falta no processo - e que não foram enviadas pela Justiça brasileira. O advogado de Duarte Lima juntou ao processo um excerto de declarações de Nélia Alvarenga, uma das testemunhas da defesa. Ainda assim, referiu que "faltam 3 telemóveis que foram apreendidos na altura, imagens de videovigilância, entrevistas televisivas e declarações da acusação e da defesa feitas na fase de inquérito". João Barroso Neto referiu que o Tribunal vai pedir auxílio ao Brasil, no sentido de procurar as provas em causa, uma vez que o processo transitou por várias instâncias na justiça brasileira.
Isto poderá levar à alteração da data do julgamento, marcado para o dia 5 de novembro. No entanto, o desenrolar dos acontecimentos estará dependente da resposta do Brasil.
Duarte Lima foi notificado para comparecer, esta segunda-feira, no tribunal de Sintra, mas alegou razões de saúde e não esteve presente.
O Ministério Público acredita que Duarte Lima terá recebido na sua conta bancária dinheiro transferido por Rosalina Ribeiro, que era referente à herança de Tomé Feteira. O arguido terá insistido para que Rosalina Ribeiro assinasse uma declaração em que afirmava que o dinheiro pertencia ao próprio. O Ministério Público defende que, perante a recusa, Duarte Lima terá matado Rosalina Ribeiro.
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