Julgamento do menor acusado de matar a mãe em Vagos prossegue com a segunda sessão

Segunda sessão começou com a inquirição de dois jovens e a mãe de um deles, o que ocupou toda a manhã

26 de março de 2026 às 11:31
Começa a segunda sessão do julgamento do jovem acusado de matar a mãe em Vagos Foto: DIREITOS RESERVADOS
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O julgamento do rapaz de 14 anos acusado de matar a própria mãe em Vagos recomeçou esta quinta-feira no Tribunal de Família e Menores de Aveiro com a audição de mais três testemunhas, no período da manhã.

O rapaz de 14 anos está a ser julgado à porta fechada, no âmbito de um Processo Tutelar Educativo, instaurado pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.

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Segundo um comunicado do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, a segunda sessão começou com a inquirição de dois jovens e a mãe de um deles, o que ocupou toda a manhã.

A sessão foi interrompida cerca das 13h00, devendo ser retomada após o almoço com a inquirição de dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ), tendo a defesa prescindido de ouvir outros quatro inspetores da Judiciária.

Ainda durante a tarde, deverão prestar esclarecimentos o médico pedopsiquiatra e o psicólogo que elaboraram os relatórios juntos aos autos, como foi requerido pela defesa do menor.

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A nota, assinada pelo juiz presidente da Comarca, Jorge Bispo, refere ainda que, se for possível, serão inquiridas ainda esta quinta-feira as testemunhas arroladas pela defesa, incluindo o psicólogo que exerce funções no centro educativo em que o jovem se encontra a cumprir a medida cautelar.

A segunda audiência do julgamento do jovem, suspeito de assassinar a mãe com dois disparos na cabeça, prossegue esta quinta-feira com a marcação da audição de treze testemunhas, segundo o comunicado do Juiz Presidente do tribunal de Aveiro.

O menor prestou declarações na quarta-feira, na primeira audiência, durante cerca de três horas.

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A morte trágica de Susana Gravato, vereadora da camara de Vagos, ao que tudo indica na sequência de dois disparos na cabeça feitos pelos filho de 14 anos, emocionou o país. O jovem usou a arma do pai que estava guardada num armário. Já as munições foram retiradas da gaveta de uma mesinha de cabeceira.

O jovem pode incorrer numa medida cautelar educativa até três anos de internamento em regime fechado num centro educativo.

Ainda na primeira audiência, o tribunal ouviu médico pedopsiquiatra e do psicólogo que elaboraram os relatórios de pedopsiquiatra, a técnica superior de reinserção social que presta serviço no centro educativo onde o menor se encontra a cumprir a medida cautelar, o pai do jovem e três testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela defesa.

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