Justiça atribui indemnização de 50 mil euros a bebé queimado com botija de água quente no Hospital de Gaia
Vítima, que hoje tem 12 anos, sofreu lesões durante exame. Justiça atribui indemnização de 50 mil euros.
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto condenou a Unidade Local de Saúde de Gaia/Espinho e dois enfermeiros por terem levado a que uma bebé sofresse queimaduras num exame. O caso ocorreu em agosto de 2013, quando a menina tinha seis meses. Agora, já com 12 anos, viu a Justiça atribuir-lhe uma indemnização de cerca de 50 mil euros. A decisão prevê ainda que sejam suportadas as despesas médicas que a vítima possa ter ao longo da vida.
Ficou provado no TAF do Porto que a menor sofreu queimaduras nas pernas e nos pés devido ao uso de uma botija de água quente.
A bebé engasgou-se quando estava a ser amamentada e foi levada para o hospital para realizar uma exame de broncofibroscopia. O procedimento foi feito na sala de cirurgia e para que a bebé não entrassem em hipotermia foi colocada na marquesa a botija de água quente. Estava debaixo do lençol, no interior de uma fronha e de uma outra camada de tecido. Durante a colocação de um cateter, a botija acabou, no entanto, por ficar em contacto direto com a pele da criança, que estava sedada. Tal terá ocorrido durante cerca de 20 minutos.
Miguel Martins Costa, advogado da família, explicou que a decisão foi conhecida em março e que tanto o hospital, como os enfermeiros, recorreram da decisão. "Depois das alegações, o juiz proferiu decisão em menos de 24 horas. Consideramos que foi feita Justiça", disse.
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