Ladrão do 'gang do PSP' condenado por pagar 50 mil euros a falso procurador

Mário Fernandes entregou 50 mil euros para sair da prisão domiciliária. Relação confirma três anos de prisão.

16 de junho de 2025 às 01:30
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Em prisão domiciliária desde julho de 2018, por mais de uma dezena de furtos milionários a casas abastadas no Minho e aos cofres da agência bancária do Santander, no centro de Braga, Mário Jorge Fernandes, pagou 50 mil euros a um falso procurador da República para ver a medida de coação alterada. O mecânico de Braga - um dos operacionais do grupo criminoso que ficou conhecido como 'gang do PSP', por integrar um polícia - foi condenado a três anos de prisão por corrupção. O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou agora a condenação.

Mário Fernandes, que em fevereiro se entregou na cadeia de Bragança para cumprir a pena de seis anos e dez meses de prisão a que foi condenado pelo furto milionário ao Santander - mais de 4,7 milhões de euros em dinheiro e joias - ainda tentou escapar a nova condenação, mas os juízes Desembargadores confirmaram a pena aplicada pelo Tribunal de Braga.

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Em fevereiro de 2020, em conversa com um amigo, o cadastrado mostrou-se disposto a "pagar a alguém" para ver alterada a medida privativa de liberdade. Este amigo apresentou-o a outro amigo que conhecia "um procurador do Tribunal de Braga". Estabeleceram contacto e Mário Fernandes pagou, em duas tranches, primeiro 20 mil euros e quatro dias depois, mais 30 mil, com promessas de que o falso procurador conseguiria, em 15 dias, que lhe fosse tirada a pulseira eletrónica. Nada aconteceu e o falso procurador, que era afinal um funcionário judicial do Tribunal da Póvoa de Lanhoso, foi desmascarado.

Falso procurador devolveu dinheiro

O falso procurador também foi acusado pelo Ministério Público por burla qualificada. Recorreu, mas o Tribunal decidiu levá-lo a julgamento. Conseguiu um acordo com o arguido, devolveu o dinheiro e escapou à Justiça.

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PJ fez buscas no Tribunal

Em maio de 2021, após um dos envolvidos no esquema ter apresentado queixa, a Polícia Judiciária de Braga fez buscas no Tribunal da Póvoa de Lanhoso e na casa do falso Procurador. O funcionário judicial estava a dois meses da reforma.

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