Lara acenou ao avô a caminho da escola antes de ser levada e morta pela madrasta
Avô paterno estava no centro de saúde quando viu passar o autocarro onde a menina de oito anos seguia. Foi já à entrada da escola que a madrasta apareceu.
O avô paterno de Lara viu a menina na manhã de quarta-feira, o dia em que a criança de oito anos foi morta pela madrasta. Estava no Centro de Saúde de Carrazedo de Montenegro - a criança seguia para uma escola naquela localidade - quando viu passar o autocarro. A menina disse-lhe adeus. Acenou-lhe e diz o avô que sorria. Estava feliz.
Foi já à entrada da escola que a madrasta apareceu. Tinha deixado a menina entrar na carrinha da escola e seguiu de carro até ao estabelecimento de ensino. Pode ter preparado tudo naquele momento, já que conta que de manhã tinha dado o pequeno-almoço à criança e, segundo a própria, tinham estado depois a ver bonecos animados na televisão.
Eulália terá enganado tudo e todos. Não é claro como consegue levar a criança - já que o pai é que era o encarregado de educação - e sobre isso há declarações contrárias. Testemunhas garantem que terá dito ao vigilante que a menina tinha uma consulta médica; outras asseguram que convenceu Lara a entrar no carro dizendo lhe que tinha um “lanchinho”.
Outra das explicações dadas por esta mulher é que frequentemente era insultada por Carlos e estava farta da relação. Não fala em maus-tratos, garante apenas que já se tinham separado uma vez, mas que ela regressara.
Conheceram-se nas redes sociais há três anos, ainda ela vivia com o filho. Só mais tarde o rapaz foi institucionalizado, por ser agressivo.
Eulália também não sabe se a criança morreu por asfixia ou se sofreu alguma fratura no pescoço. Só a autópsia poderá esclarecer a causa da morte.
Eulália foi entretanto detida pela Polícia Judiciária e esta sexta-feira vai ser presente ao Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. Reponde por homicídio qualificado e profanação de cadáver.
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