Correio da Manhã

Filha que matou mãe no Montijo perde herança
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Por Sérgio A. Vitorino | 01:30
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Três casas e dois carros de Amélia Fialho podem vir a ser entregues ao Estado.

Diana Fialho, de 23 anos, a homicida confessa da mãe adotiva - que drogou, assassinou à martelada e queimou o corpo, no Montijo, com a ajuda do marido Iuri, por causa da herança - não irá receber nada do património da professora de 59 anos.

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Falha o objetivo que esteve na origem do crime, que tentou planear na perfeição, sem o conseguir por ação da PJ de Setúbal, porque o Código Civil considera a estudante universitária "indigna".

"O artigo 2034 refere explicitamente que quem for condenado como autor ou cúmplice de homicídio, com dolo, como é o caso, é afastado da sucessão [herança] por indignidade. Não é uma pena acessória. É automático", explicou ao CM o professor universitário Rui Pereira.

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Não são conhecidos outros familiares de Amélia, que tinha uma má relação com a filha, com intervenções da PSP, uma delas com um inquérito-crime, em 2014. "Não havendo herdeiros, familiares seja em que grau for, ou testamento, em último caso quem recebe os bens será o Estado", refere Rui Pereira. São três casas e dois carros, mais as contas bancárias.

O crime ocorreu sábado, dia 1. Diana e Iuri drogaram a água de Amélia, mataram-na com marteladas na cabeça, enrolaram o corpo numa manta e puseram-no na bagageira do carro. Compraram gasolina e queimaram o corpo. Depois deram o falso alerta de desaparecimento à PSP e nas redes sociais.

Deu entrevista a contar desaparecimento

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A filha homicida tentou enganar toda a gente fazendo, domingo, queixa na PSP por desaparecimento da mãe. Na quinta-feira, horas antes de ser presa, deu uma entrevista ao CM fingindo não saber o que tinha acontecido à mãe, que a adotou tinha ela 5 anos.

Pesquisaram na ‘net’ como cometer o ‘crime perfeito’
Diana terá ascendente sobre o marido, Iuri. No entanto, ambos pesquisaram na internet o local onde se desfazer do corpo. Compraram a gasolina e o isqueiro em separado.

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Usaram um carro sem Via Verde para entrar na Ponte Vasco da Gama e atirar ao Tejo martelo e o telemóvel de Amélia. Limparam o local do crime e o carro. Lavaram a roupa usada. Mas a PJ de Setúbal descobriu todos os passos dados.

PORMENORES 
Descoberta do corpo
A PJ de Setúbal recebeu o caso na quarta-feira e desconfiou logo do "apelo frio" da filha. O corpo foi descoberto nesse dia à noite, carbonizado. Diana e Iuri foram interrogados e detidos às 02h00 de sexta-feira. Estão em prisão preventiva.

Confessaram o crime
O casal começou por negar, mas confrontado com localizações de telemóveis, imagens de videovigilância, vestígios de sangue e outras provas, acabou por confessar o crime.

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