Leva 13 anos de prisão por asfixiar até à morte
Tribunal deu como provado que Miguel Martins, de 36 anos, matou Poliana por não aceitar o fim do namoro.
Miguel Martins, de 36 anos, nunca confessou em tribunal ter asfixiado Poliana Ribeiro até à morte. Admitiu ter discutido com a prostituta brasileira, de 34 anos, por quem estava apaixonado, quando a 4 de março do ano passado a mulher lhe comunicou que não tencionava manter o relacionamento "sério e duradouro" que lhe tinha proposto.
O coletivo de juízes de Guimarães deu como provado que o pedreiro apertou o pescoço de Poliana com a intenção de a matar e condenou o arguido a 13 anos de prisão. O advogado de defesa diz que a pena é "exagerada" e vai recorrer.
"Consideramos que não existe sequer uma definição exata da causa da morte. A perícia foi ‘simplex’, esteve mais preocupada com os custos do que em determinar as causas da morte", acusou o advogado Lima Martins, vincando que o processo "começou coxo e terminou coxo".
O tribunal deu como provado que Miguel Martins, que está preso na cadeia de Braga desde a altura do crime, asfixiou Poliana Ribeiro até à morte, por não aceitar o fim da relação.
No acórdão, o coletivo refere que, após o crime, Miguel tomou banho e andou pela cidade a deambular. Entregou-se na manhã do dia seguinte na PSP da cidade, após a dona da pensão onde ocorreu o crime lhe ter telefonado a dizer que tinha encontrado o corpo da brasileira.
Miguel Martins vai ainda ter de pagar uma indemnização de 140 mil euros aos dois filhos menores da vítima.
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