LISA TRAVADA NO SUPERMERCADO
Lisa Hardy Albarran foi ontem fazer compras ao supermercado “Super América” – propriedade da empresa (Euroamer) dirigida por Artur Albarran, de quem está separada – mas, em vez dos 600 euros que o Tribunal de Família e Menores de Sintra a autoriza a gastar ali mensalmente, pôde apenas adquirir artigos até ao valor de 500, por indicação de um funcionário, que disse ter recebido ordens da administração do supermercado nesse sentido.
A conselho do advogado, Lisa Albarran chamou a PSP e os agentes da 31.ª esquadra, do Rego, tomaram conta da ocorrência.
O n.º 5 da acta de audiência de julgamento relativa aos Autos de Alimentos Provisórios, lavrada a 23 de Maio de 2003, no Tribunal de Família e Menores de Sintra, explicita que “a requerente poderá adquirir produtos na rede de supermercados ‘Super América’ até ao montante mensal de 600 euros, o que será pago pelo requerido”.
Lisa Albarran mostrou o documento ao funcionário de maior responsabilidade que se encontrava ontem, dia feriado, no supermercado e este disse--lhe ter indicações da administração de apenas permitir compras até ao valor de 500 euros, limitando-se a cumprir ordens. Os agentes da PSP procederam à identificação do trabalhador, bem como de Lisa Albarran.
Esta entendeu a situação como “mais uma das ‘birras’ do marido, uma ‘birra’ por causa de cem euros.” “Agora vou só comprar algum leite, manteiga e pão”, afirmou ao Correio da Manhã. E assim fez, deixando uma parte dos artigos que já havia retirado das prateleiras e colocado no carrinho das compras junto à caixa registadora.
O mesmo funcionário encarregou-se de verificar se o valor dos bens que ela ia, entretanto, ensacando, não excedia o valor do ‘crédito’ alegadamente indicado pela administração. O CM tentou contactar Artur Albarran, mas, até à hora de fecho desta edição, isso não foi possível.
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