Lisboa: atingem rival com vinte tiros de metralhadora
Há muito que a dupla ameaçava de morte a vítima.
Alvejaram o rival com sete rajadas de pistola-metralhadora UZI, num total de 20 tiros, atingindo-o nas coxas, escroto e pénis, numa concentração motard na Encarnação, em Lisboa. A vítima ficou quase desfeita da cintura para baixo, mas sobreviveu. E os dois suspeitos foram agora acusados pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP de homicídio qualificado na forma tentada. Estão em prisão preventiva.
Sandro Silva, 29 anos, vendedor de automóveis conhecido por ‘Chicletes', e José Bandeira, da mesma idade, mecânico, tinham um mau relacionamento com a vítima, W., há pelo menos cinco anos. Uma situação que se agravou quando o pai de W. foi preso pela PSP por tráfico de droga.
Sandro e José há muito que ameaçavam W. de morte. Faziam parte de um grupo que frequentava bares de alterne de Lisboa, ao qual pertenciam cadastrados, entre eles um preso por homicídio com quem se encontravam nas saídas precárias deste. As ameaças levaram W. a sair da casa em que vivia. Mas tal nunca fez amenizar o conflito.
Sandro Silva e José Bandeira decidiram matar o rival. Na madrugada de 15 novembro de 2013, a dupla perseguiu a vítima no BMW X5 de Bandeira. Chegaram a estar lado a lado nuns semáforos. W. acelerou a sua moto com medo e despistou os perseguidores. Só que estes sabiam que W. ia a uma conhecida concentração motard na avenida Dr. Alfredo Bensaúde, na Encarnação. Abandonaram o X5 e seguiram numa moto - furtada a 31 de agosto - com matrícula falsa.
Às 00h55, trajando roupa escura, chegaram à concentração. ‘Chicletes' conduzia a moto e Bandeira empunhava a pistola-metralhadora UZI. Aproximaram-se de W. a uma velocidade reduzida e Bandeira, com a viseira do capacete levantada para ver melhor o rival, levantou a UZI e disparou sete rajadas, num total de 20 tiros, atingindo W. nas zonas abdominal e inguinal.
A vítima caiu de imediato, aos gritos, e a sangrar abundantemente. Um amigo fez-lhe garrotes nos membros inferiores. Em agonia, W. ainda indicou à PSP os nomes dos atacantes: "O ‘Chicletes' e o ‘Zé Bandeira'." n
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