Correio da Manhã

Portugal
Assine
Conteúdo exclusivo para Assinantes
Se já é assinante faça LOGIN
Assine Já
Vieira e 'Rei dos Frangos' acertaram plano para controlar 100% da Benfica SAD
Por António Sérgio Azenha | 13 de Janeiro de 2022 às 01:30
Exclusivos
Luís Filipe Vieira
Conteúdo exclusivo para Assinantes Assine já Se já é assinante faça LOGIN
Conteúdo exclusivo para Assinantes Assine já Se já é assinante faça LOGIN
Conteúdo exclusivo para Assinantes Assine já Se já é assinante faça LOGIN
Conteúdo exclusivo para Assinantes Assine já Se já é assinante faça LOGIN

1/5

Exclusivos
Luís Filipe Vieira
Exclusivos
Foto: Miguel A. Lopes / Lusa Benfica
Exclusivos
Foto: Pedro Elias José António dos Santos, empresário conhecido por ‘Rei dos Frangos’
Exclusivos
Foto: MÁRIO CRUZ / lusa António Ramalho, líder do Novo Banco
Exclusivos
Foto: Duarte Roriz / Correio da Manhà José Guilherme, empresário

1/5

Ex-presidente dos encarnados teria de comprar 34% das ações num valor de 39 milhões de euros.

Quatro meses antes de ser lançada a OPA sobre a Benfica SAD, Luís Filipe Vieira e José António dos Santos acertaram a estratégia para Vieira ter o controlo a 100% da Benfica SAD. O plano é revelado numa escuta do processo Operação Cartão Vermelho, de julho de 2019, e implicava que Vieira comprasse as cerca de 34% de ações da Benfica SAD que não são detidas pelo Benfica. Na escuta, o ‘Rei dos Frangos’ indica a Vieira o custo da operação: "Aquilo no máximo vai até 39 milhões, comprando tudo para ficar com 100%." E precisou: "Tu a comprar."

Escutas no processo Cartão Vermelho
A estratégia de Vieira e de Santos baseava-se no seguinte princípio: na altura, o Sport Lisboa e Benfica e seus órgãos sociais, incluindo a participação de Vieira, controlava 66,93% do capital da Benfica SAD, pelo que Vieira, enquanto presidente e acionista do Benfica, teria de comprar os restantes 34% para controlar a Benfica SAD a 100%.

A conversa entre Vieira e o ‘Rei dos Frangos’ ocorreu em 18 de julho de 2019 (ver infografia). Nessa escuta, Santos explica ao então presidente do Benfica os termos da operação: a compra de um total de cerca de 24% das ações ao próprio ‘Rei dos Frangos’, a José Guilherme, construtor civil da Amadora, à Quinta dos Jugrais e à Oliverdesportos custaria 27,65 milhões de euros; os restantes 10% que estão dispersos em Bolsa custariam 11,5 milhões de euros. Cada título seria comprado ao preço de cinco euros por ação. Após esta explicação, Santos disse a Vieira: "Se quiseres comprar." E o ex-presidente do Benfica responde: "Deixa-me ver como está aqui isto."

A investigação alega que este plano foi uma antecipação da OPA que seria lançada sobre a Benfica SAD cinco meses depois, a 18 de novembro. Na OPA, o preço dos títulos foi de cinco euros por ação.

O ‘Rei dos Frangos’ era, desde 2017, o maior acionista individual da Benfica SAD. As escutas revelam que, apesar de ter adquirido mais ações da Benfica SAD, Santos queria, desde 2020, vender esses títulos: primeiro, foi tentado um negócio com um investidor russo, que não se concretizou, depois foi com o americano John Textor, que está agora suspenso. As escutas revelam que Vieira participou nesses contactos

BCE investiga Ramalho
O BCE está a investigar a relação entre o presidente do Novo Banco (NB), António Ramalho, e o ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. O supervisor europeu está, segundo o ‘Público’ de quinta-feira, a acompanhar "dados bastante recentes", revelados na semana passada com as escutas a Vieira, que incluem conversas com Ramalho. A investigação começou após o Banco de Portugal ter remetido ao BCE uma eventual reavaliação da idoneidade do líder do NB.

Ativo de Guilherme declarado falido
O Tribunal da Comarca de Lisboa decretou, a pedido do Novo Banco, a insolvência do fundo imobiliário Invesfundo II, que tinha sido criado em 2005 para desenvolver projetos imobiliários na Amadora. Um dos donos do fundo era José Guilherme, construtor da Amadora.
Quatro meses antes de ser lançada a OPA sobre a Benfica SAD, Luís Filipe Vieira e José António dos Santos acertaram a estratégia para Vieira ter o controlo a 100% da Benfica SAD. O plano é revelado numa escuta do processo Operação Cartão Vermelho, de julho de 2019, e implicava que Vieira comprasse as cerca de 34% de ações da Benfica SAD que não são detidas pelo Benfica.



Exclusivos

Assinatura Digital

Acesso ao epaper, a todos os conteúdos exclusivos do site no pc, tablet e smarphone
Pub
Pub