Mãe perde rasto ao filho no Sudeste Asiático
Mãe pensava que o filho estava a trabalhar em Lisboa, quando descobriu que esteve na Tailândia e agora não sabe dele.
João Espada vivia sozinho num quarto em Lisboa e trabalhava num restaurante na Penha de França. Aos olhos da mãe, Sara Figueiredo, o filho levava uma vida normal na capital. Mas desde o dia 7 de maio que a mãe não sabe do paradeiro do filho.
Poucos dias depois do último contacto, uma mensagem misteriosa de um número português, sem nome e sem fotografia, mudou o paradigma e adensou o mistério. “Esta pessoa disse-me que tinha conhecido o João num bar, em Banguecoque, na Tailândia. Acrescentou que se o João não tinha regressado a Portugal, deveria apresentar queixa na polícia. Eu nem sequer sabia que o meu filho estava fora do País”, confessou, em choque, a mãe do jovem de 20 anos, em entrevista ao Correio da Manhã.
Em poucos minutos, as mensagens foram apagadas e este contacto misterioso nunca mais voltou a responder. Desesperada, Sara Figueiredo apresentou queixa à PSP, mas até ao momento as respostas foram poucas. As muitas questões levaram a mãe a investigar a situação por si própria, conseguindo confirmar a chegada de João à Tailândia, dia 29 de abril.
Desde esta data até dia 7 de maio, o filho conversou normalmente com a mãe simulando dias normais de trabalho em Lisboa, mas estava afinal do outro lado do Mundo. “Eu não sei a razão da viagem, mas temo que possa ter ido fazer aquilo que não devia. Não há registo de qualquer pagamento com o cartão dele. Ninguém na Tailândia me quer dar respostas. É impossível estar sozinho”, admitiu Sara, numa das milhares de possibilidades que já terá, certamente, cogitado.
Nas redes sociais, uma mulher tailandesa, descoberta por Sara, confirmou à mãe de João que tinha estado com o filho. Uma fotografia tirada no dia 6 de maio, num bar de Banguecoque, é a única prova factual do paradeiro de João. Desesperada, sem dormir e medicada para a ansiedade, Sara Figueiredo descobriu minutos depois da entrevista ao CM que o filho passou, de avião, a fronteira para o Vietname, no dia 7 de maio, último dia em que as mensagens tiveram resposta. Agora, esta é a única pista, a 10 mil quilómetros de distância, que mantém viva a esperança de uma mãe que não sabe o que aconteceu ao seu filho.
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