Mafioso chama agressiva a juíza

Acusou a juíza-presidente do colectivo de o tratar de forma demasiado agressiva – foi mandado calar uma série de vezes e advertido de que seria posto na rua se continuasse a interromper a sessão. Depois apelidou o procurador de ‘pessoa fina’ e ‘inteligente’ mas acabou a dizer-lhe que, a manterem-se as perguntas em torno do mesmo, se recusava a responder. Giovanni Lo Re marcou, desta forma, a sua intervenção na primeira sessão do julgamento da ‘Máfia do Oeste’, ontem no Tribunal de Leiria. <br/><br/>

11 de setembro de 2012 às 01:00
Leiria, Tribunal, julgar, ‘Máfia do Oeste’, juíza, mafioso Foto: Rui Miguel Pedrosa
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O italiano, com um mandado de detenção europeu por alegadas ligações à máfia da Sicília, negou todos os crimes de que está acusado, afirmando que, entre ele e os outros seis arguidos neste processo, não havia qualquer sociedade formalizada. "É tudo mentira", disse, contando que trabalhava sozinho, no ramo do pescado. O grupo que é agora julgado em Leiria – quatro italianos e três portugueses –, conhecido como ‘Máfia do Oeste’, foi detido numa operação da PJ em Outubro de 2010, no Bombarral e em Torres Vedras.

São acusados de associação criminosa e burlas qualificadas, que terão lesado 20 empresas em 1,5 milhões de euros. Dois dos italianos não compareceram ontem. Um deles será julgado à parte. Giovanni Lo Re está preso.

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