'Maias' e 'Maios' enchem bermas da Estrada Nacional 125
Iniciativa decorreu pelo 35º ano consecutivo, entre a Aldeia de Marim e Alfandega.
Mais de cinquenta Maios e Maias encheram, esta quarta-feira, as bermas da Estrada Nacional 125, entre a Aldeia de Marim e Alfandanga, no concelho de Olhão, numa tradição que se repete todos os anos no 1º dia de maio, e que atraiu centenas de pessoas, entre algarvios e turistas.
A iniciativa que já dura há 35 anos, tem como objetivo apresentar os bonecos que são construídos, em segredo, durante meses pelos residentes, com temas ligados às localidades e aos produtos da terra, recuperando um hábito com uma longa história.
A origem dos Maios perde-se no tempo e há várias explicações.
Segundo os mais antigos, a Maia era uma boneca de palha de centeio em torno da qual se dançava no primeiro dia deste mês, a evocar a fertilidade dos campos na chegada da primavera.
Joaquim Neves, de 73 anos, natural de Olhão, é uma das pessoas que faz questão de ver a tradição: "Sou olhanense mas não estou a morar cá. Todos os anos marco férias nesta altura, para visitar esta importante exposição, que deve continuar durante muitos anos".
Manuel Carlos, presidente da União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta, realça que esta é uma importante tradição que se deve manter: "Estava a perder-se mas nós, na freguesia, e o município, não deixámos. Este é um evento que deve ser passado aos mais novos para não se perder".
No próximo sábado, a partir das 21h00, são entregues os prémios aos melhores Maios e Maias deste ano, na sede do Futebol Clube de Bias do Sul - entidade que partilha a organização com a União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta e Município de Olhão.
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