Mais Canarinhos em 2008

Os bombeiros ‘Canarinhos’ – homens e mulheres que integram as brigadas helitransportadas – vão passar a estar directamente veiculados ao Estado, deixando a alçada das corporações, até ao fim da presente legislatura (2009), garantiu ontem o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, durante a cerimónia de apresentação da 1.ª Companhia da Força Especial de Bombeiros, que teve lugar na Praça do Império, em Belém.

03 de junho de 2007 às 00:00
Mais Canarinhos em 2008 Foto: Vasco Varela
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Rui Pereira salientou na sua intervenção a importância dos ‘Canarinhos’ – nome ganho pela cor amarela das fardas que usam – e prometeu a criação de uma segunda companhia no próximo ano.

Esta 2.ª Companhia deverá entrar ao serviço nos distritos de Évora, Beja e Setúbal.

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Os ‘Canarinhos’ garantem “rapidez e mobilidade” sublinhou o governante, referindo-se ao tempo, “esse factor que é tão importante no combate a um incêndio”, lembrou.

O ministro – recentemente empossado no cargo, como recordou – frisou ainda que as alterações ao Código Penal vão criminalizar o acto de pegar fogo, que passará a ser considerado crime contra bens da comunidade; hoje só é crime o fogo que destrua a propriedade privada.

Rui Pereira lembrou ainda que para ajudar no combate aos incêndios haverá, este ano, 52 meios aéreos – “mais do que resulta da directiva” – disponibilizados através de contratos plurianuais.

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“Mas os bombeiros são os grandes meios”, reafirmou.

A Força Especial de Bombeiros tem como máxima “Do desafio ao triunfo” e foi criada pelo actual secretário de estado da Administração Interna, Ascenso Simões, por despacho de 17 de Janeiro.

A 1.ª Companhia desta Força Especial, apresentada ontem, é composta por 140 homens e mulheres distribuídos por quatro distritos: 40 homens em Castelo-Branco, 30 na Guarda, 30 em Portalegre e 40 em Santarém.

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Os ‘Canarinhos’ dependem da Autoridade Nacional de Protecção Civil e prestam um serviço de combate inicial a fogos, “a ignições para que não se transformem em incêndios”, referiu o ministro.

Estes elementos da Força Especial de Bombeiros actuam assim que é dado o alarme de fogo, sendo transportada “de imediato para o local por helicóptero”, contou o comandante José Realinho. Mas poderão ser também transportados por via terrestre.

As ferramentas utilizadas pelos ‘Canarinhos’ são as enxadas, as pás, os machados e os ancinhos.

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Os 140 ‘Canarinhos’ que desfilaram ontem na Praça do Império e realizaram um exercício de rappel a partir de um helicóptero, receberam formação que obedece aos padrões internacionais na Escola Nacional de Bombeiros e estão habilitados a partir em 24 horas para missões no estrangeiro.

Na cerimónia, além do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, estiveram presentes os secretários de Estado Ascenso Simões (Protecção Civil) e José Magalhães (Administração Interna) e o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, general Arnaldo Cruz.

PJ NO ENCALÇO DOS INCENDIÁRIOS

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À primeira vista, o amontoado de ramos e pinhas carbonizados não parece dar grande pistas sobre a origem do fogo. Mas para o inspector chefe António Carvalho, da Brigada de Investigação de Incêndios da PJ de Lisboa, todos os indícios servem para descobrir onde nasceu o fogo. A disposição das folhas dos arbustos, o grau de destruição dos ramos e o facto de todos os elementos estarem mais queimados de um dos lados servem como indicadores para perceber o caminho das chamas. Cada pista é marcada com uma bandeira, formando um círculo que se vai fechando até ser descoberto o ponto exacto em que o incêndio começou.

Ao fim de meia hora é descoberta a ‘arma’ do crime – uma vela da qual só resta a base e um pequeno pavio.

A prova demonstra que houve crime doloso – cuja investigação é da competência exclusiva da PJ.

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Neste caso, tratou-se apenas de um exercício que teve lugar anteontem na Tapada de Mafra, durante um workshop sobre a investigação de incêndios florestais. Um trabalho de minúcia e paciência que permite que 80 incendiários estejam actualmente detidos nas prisões portuguesas.

SINTRA E OEIRAS

Os concelhos de Sintra e de Oeiras fizeram-se representar no desfile com algumas das viaturas das corporações localizadas nos concelhos, como Belas, Almoçageme, Barcarena, Algueirão e Oeiras.

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GRUPO DE COMANDOS

O grupo de comandos da Guarda, Viana do Castelo, Santarém e Portalegre também desfilou e prestou cumprimentos ao ministro, secretários de Estado e presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

MEIOS DISPONÍVEIS

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A 1.ª Companhia da Força Especial de Bombeiros dispõe de 140 homens e mulheres que serão auxiliados por meios aéreos e viaturas adquiridas em 2006.

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