Mais de 100 mil pessoas tiveram dados pessoais do SNS consultados de forma ilegítima, revela a PJ
Dados são de adultos e crianças de todo o país. PJ garante que “acessos anómalos foram bloqueados”.
A Polícia Judiciária (PJ) revelou esta segunda-feira que mais de 100 mil as pessoas de todo o país, incluindo adultos e crianças do continente e das ilhas, tiveram os dados do portal SNS24 expostos. O caso foi avançado na passada sexta-feira pelo CM, que noticiou a utilização de credenciais de um médico para aceder indevidamente às informações de milhares de utentes. Na altura, a plataforma chegou a ficar indisponível, exibindo apenas a mensagem de "erro no processo de autenticação".
“Mais de uma centena de milhar, não posso ser mais específico”, afirmou o Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, José Ribeiro, sem detalhar um número concreto. Isto, uma vez que, explicou, ainda está a ser apurado. O responsável da PJ disse que a intrusão, feita com recurso às credenciais de um médico, foi realizada “num espaço de tempo muito curto, e provavelmente teve de agentes de inteligência artificial".
O responsável da PJ sublinhou ainda que a intrusão nas bases de dados dos utentes do SNS se tratou de um “incidente grave”, adiantando que foram tomadas de imediato medidas, garantindo que a “exfiltração dos dados já foi estancada" e os “acessos anómalos foram bloqueados”.
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