Chamas não dão tréguas em Vouzela, Viseu
Chamas já se alastraram aos concelhos de Oliveira de Frades e Águeda. Há dois bombeiros feridos.
O incêndio que deflagrou, esta quinta-feira durante a madrugada em Vouzela, Viseu, não está a dar tréguas e já mobiliza mais de 600 operacionais para combater as chamas. Pelas 23h00 existiam duas frentes ativas muito intensas e, segundo apurou o CM, o incêndio já se alastrou para os concelhos de Oliveira de Frades e Águeda.
As autoridades não têm dúvidas que o incêndio teve origem criminosa. Por volta das 03h00 da madrugada desta quinta-feira foram ateados dois focos de fogo, perto um do outro, na União de Freguesias de Cambra e Carvalhal de Vermilhas. Segundo apurou o Correio da Manhã, os dois focos uniram-se num grande fogo que, tocado a vento, colocou casas em risco.
"Neste momento estamos com duas frentes ativas a arderem com muita intensidade. É um incêndio de vento que faz projeções a grande distância", adiantou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima.
Segundo o responsável, ao longo do dia "uma outra bombeira, desta vez da corporação de Vouzela, necessitou de cuidados de saúde, devido ao fumo nos olhos".
Esta é a segunda bombeira com ferimentos ligeiros, depois de, na manhã desta quinta-feira, um bombeiro da corporação dos Voluntários de São Pedro do Sul ter necessitado de igual tratamento.
"O que mais prejudica o combate é o vento forte e as projeções", admitiu o comandante Francisco Lima. O comandante indicou que "não há casas em risco, está em mato e pinhal, apesar de ter havido umas defesas nuns aviários e habitações, mas para já não há riscos".
Para esta noite, acrescentou, "tudo indica que poderá ser uma noite como a de ontem [quinta-feira], ou seja, muito difícil, porque foi com muito vento e de uma enorme violência".
Também o presidente da Câmara Municipal de Vouzela, no distrito de Viseu, salientou à agência Lusa, minutos depois, essa "preocupação com o vento muito forte e as enormes projeções" de fogo que "vão para vários sítios e muita distância".
Carlos Oliveira disse ainda que "uma das frentes, a que está mais intensa e a gerar mais preocupação é a que está virada à zona industrial de Campia", em Oliveira de Frades, igualmente no distrito de Viseu.
"Mas não há populações nem ninguém em risco. A outra frente está na origem do incêndio, em Cambra", Vouzela, acrescentou Carlos Oliveira.
O autarca manifestou a sua "preocupação com os ventos fortes que se fazem sentir, assim como as altas temperaturas, numa altura em que se caminha para o final do dia" o que significa a "saída dos meios aéreos" do combate às chamas.
O incêndio teve início às 03h04 desta quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra.
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