"Solidariedade com as vítimas e familiares": Marcelo no local da tragédia na Madeira
Presidente da República está no Caniço para prestar solidariedade ao povo madeirense.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já chegou à Madeira onde aconteceu a tragédia no Caniço que matou 29 pessoas na sequência de um acidente de autocarro.
"A primeira palavra é de solidariedade relativamente aos familiares das vítimas e às vítimas que estão a ser assistidas. Em segundo lugar, de agradecimentos a todos aqueles que, de uma forma tão competente, que deram o seu contributo. E também a todas as pessoas", disse Marcelo, à chegada ao local da tragédia.
"Estes dias são muito densos. Devemos respeitar os sentimentos das famílias das vítimas", concluiu, referindo que o seu homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier, lhe agradeceu, em nome do povo alemão, "a forma excecional como nos momentos imediatos - em menos de uma hora e depois ao longo destes dias - houve uma preocupação de acolher, apoiar, tratar, cuidar" das vítimas do acidente.
"E a terceira e última palavra, é naturalmente de determinação. Vamos olhar para o futuro, irei estar com os feridos, irei estar com aqueles que estavam também [no momento do aciente] e que não foram atingidos", salientou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que alguns elementos do grupo querem permanecer na Madeira, "e não querem regressar ao seu país de imediato".
"Chocado com o trágico acidente"
Numa nota divulgada, Marcelo declarou-se "chocado com o trágico acidente do autocarro na Madeira" e apresentou "as mais sentidas condolências às famílias das vítimas mortais e deseja rápidas melhoras a todos os feridos".
Na mesma nota, a Presidência da República informou que "o chefe de Estado enviou igualmente uma mensagem ao seu congénere alemão, Frank-Walter Steinmeier, sublinhando que, neste momento em que Portugal e a Alemanha estão unidos por uma dor comum, lhe transmitiu em nome do povo português e no seu próprio, a expressão deste profundo pesar".
O Presidente da República manifestou também "solidariedade em relação ao povo madeirense, às suas autoridades em geral" e deixou "uma palavra de apoio àqueles que têm trabalhado para enfrentar esta situação" e "uma palavra dirigida ao futuro".
"Este é um momento muito difícil, um momento de pesar, mas é um momento também de se olhar para o futuro da Madeira, e olhar para o futuro das relações da Madeira, que é uma região autónoma aberta a todo o mundo, com esse outro mundo", considerou, nas declarações à RTP.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "aquilo que aconteceu e que cala fundo no coração de todos os portugueses não pode de algum modo ensombrar aquilo que tem sido o contributo da Madeira nessa abertura ao mundo".
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