Maria José Ritta nega oferta de jóia
Maria José Ritta, mulher do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, nega ter recebido uma jóia no valor de 11 mil euros oferecida pelo Supremo Tribunal de Justiça. A antiga primeira-dama foi ouvida esta manhã de quarta-feira como testemunha nas Varas Criminais de Lisboa, no Parque das Nações, após o principal arguido no processo de desvio de obras de arte do Supremo ter associado o nome de Maria José Ritta a uma factura suspeita.
Ricardo Campos Cunha acusado de 27 crimes de falsificação e dois de peculato referiu em tribunal que a mando do juiz conselheiro Nunes da Cruz, comprou um pendente de prata do século XVIII com pedras verdes e brancas na loja Cipriano Jóias para oferecer a Maria José Ritta.
Acrescentou o principal arguido do processo que, na facturação, a compra foi ocultada por uma factura de reparação de dois relógios de pé, existentes no Supremo Tribunal de Justiça. Alegou Ricardo Campos Cunha que a jóia foi oferecida à mulher do então Presidente da República, Jorge Sampaio, pela ligação de próxima que existia entre o casal Sampaio e Nunes da Cruz e a sua esposa.
Perante o colectivo de juízes, Maria José Ritta negou também tal proximidade entre ambas as famílias. A mulher de Jorge Sampaio afirmou não se recordar do nome da mulher de Nunes da Cruz.
Maria José Ritta negou ainda ter recebido um relógio oferecido pelo Supremo e, embora não tenha a certeza, também pensa que o marido não recebeu um outro relógio que Ricardo Campos Cunha afirma ter comprado.
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