“Métodos agressivos” usados em burla na Internet
Procuradoria alerta para atuação de grupos internacionais de grande dimensão. Supostas aplicações rendem muito dinheiro.
Publicitam ganhos extraordinários a quem investir em criptomoedas, usando figuras públicas que supostamente elogiam os resultados do investimento. Trata-se de uma burla dirigida ao público português, mas com origem em grupos organizados baseados no estrangeiro, alertou esta terça-feira a Procuradoria-Geral da República, que tem recebido queixas frequentemente.
Estas plataformas online, que dizem ser intermediárias do negócio de criptomoedas, “são manifestações de uma atividade criminosa organizada, de grande dimensão e natureza internacional”, descreve o Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR). É o segundo alerta em poucos dias, depois de a PSP ter chamado a atenção para a burla.
A atuação passa por solicitar a quem visita as páginas (a partir de ligações em ‘notícias’) o nome, um email e um número de telefone e, a partir desse momento, concretiza a PGR, “recorrem a métodos muito agressivos de abordagem, por via de contacto telefónico”. Numa primeira fase, sugerem investimentos na ordem dos 250 euros e enviam códigos de acesso a uma página reservada que mostra gráficos que mostram uma grande valorização. Estas páginas são falsas e não correspondem a qualquer sistema financeiro, exigindo cada vez mais “investimento”. Caso a vítima queira retirar o dinheiro, são-lhe cobradas taxas elevadas. Se não pagar, ou já não tiver dinheiro para o fazer, os burlões desaparecem.
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