Ministério Público acusa de insolvência dolosa gerente de têxtil de Esposende

Arguido é acusado por ter "engendrado um plano" para fazer desaparecer o património que deveria servir para pagar aos credores.

28 de janeiro de 2021 às 14:51
Tribunal xxx Foto: DR
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O Ministério Público (MP) acusou o gerente de uma têxtil de Esposende de insolência dolosa agravada por alegadamente ter "engendrado um plano" para fazer desaparecer o património que deveria servir para pagar aos credores.

Segundo nota hoje publicada na página da Procuradoria-Geral Regional do Porto, a insolvência da têxtil foi declarada pelo Tribunal de Vila Nova de Famalicão, por sentença transitada em julgado em 18 de janeiro de 2016.

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No processo, foram reconhecidos créditos no montante global 235 mil euros, correspondendo quase 96 mil a créditos de trabalhadores, sem que se lograsse a apreensão de quaisquer bens para os pagar.

Segundo o MP, a empresa vinha de uma situação de "incumprimento generalizado" dos seus compromissos desde o início de 2015, tendo entretanto o arguido "engendrado um plano" com vista a evitar que o património fosse usado para ressarcir os credores.

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Durante o ano de 2015, o gerente "fez desaparecer bens, transferiu a propriedade de um veículo automóvel para outra sociedade sem receber nada em troca e vendeu outros bens a uma outra sociedade, embolsando o dinheiro".

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