Ministério Público pede 25 anos para assassino de três
Francisco Ribeiro incendiou o elevador onde estava a cunhada, a sobrinha e o segurança.
"Três pessoas foram cruelmente incineradas. Não temos a menor dúvida de que [os homicídios] foram provocados intencionalmente pelo arguido". Foram estas as palavras do procurador do Ministério Público que ontem, no Tribunal de Sintra, pediu 25 anos de prisão para Francisco Ribeiro – o homem que está acusado de matar a cunhada, a sobrinha e o segurança das duas mulheres, num elevador em Queluz.
Os factos remontam a 13 de agosto do ano passado. Francisco Ribeiro, de 58 anos, atirou um saco com álcool para dentro do elevador onde estavam a cunhada, Maria de Lurdes Almeida, a sobrinha, Rute Almeida, e o segurança, Airton Pacheco. Depois ateou o fogo com um isqueiro. As três vítimas morreram carbonizadas, sem hipótese de fuga.
"Estas três mortes revelam uma desumanidade inqualificável", sublinhou Mendes Dias, o advogado de Patrícia Almeida, filha e irmã das duas mulheres mortas.
Por seu lado, o advogado de Francisco Ribeiro frisou a falta de intencionalidade do seu cliente. O arguido confessou o crime, mas referiu que queria apenas assustar as familiares com quem tinha quezílias devido a uma sociedade de duas clínicas de fisioterapia.
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