Ministério Público quer Melchior Moreira em preventiva
Presidente do Turismo do Porto e Norte é o único arguido que aguarda detido as medidas de coação.
O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto libertou, esta terça-feira à noite, quatro dos cinco detidos na Operação Éter, relativa a corrupção com contratos viciados em torno do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).
Apenas o presidente da entidade, Melchior Moreira, fica detido a aguardar as medidas de coação, decididas amanhã.
Uma decisão que resulta da promoção da parte do Ministério Público, que reclamou para Melchior Moreira a medida mais gravosa, prisão preventiva, remetendo para medidas não privativas da liberdade - deixando a hipótese de caução - para os restantes quatro arguidos, no caso, Isabel Castro, diretora operacional do TPNP, Gabriela Escobar, jurista da instituição, assim como os empresários José Agostinho e Manuela Couto - esta última mulher do atual presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto - , que ontem deixaram o TIC acompanhados dos respetivos advogados.
Já Melchior Moreira, que está indiciado por crimes como corrupção passiva, voltou a sair das instalações num automóvel da Polícia Judiciária do Porto, sendo encaminhado para os calabouços da mesma força da autoridade.
Será depois levado de volta ao TIC para ouvir as medidas de coação, na tarde de amanhã, onde deverão comparecer os restantes arguidos. Todos negaram em tribunal a alegada corrupção.
O facto de a decisão ‘apenas’ ser conhecida amanhã deriva da maior complexidade do processo em causa.
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