Missão do Exército na Roménia "não é de treino". "Preparar para combater", avisa general

200 militares partem em julho com todos os módulos de apoio de combate previstos.

22 de junho de 2026 às 15:14
General Mendes Ferrão entrega estandarte ao major Filipe Pina Foto: Exército Português
Força em desfile Foto: Exército Português
Cerimónia em Viseu Foto: Exército Português

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"Não estamos perante uma missão de treino", disse esta segunda-feira, em Viseu, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, na entrega do Estandarte Nacional aos 200 militares que, no próximo mês, vão partir para uma missão da NATO na Roménia, no âmbito do reforço do flanco Leste europeu após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Vão com o objetivo de "preparar a força para combater!" e encontrar "uma missão que exige responsabilidade acrescida, vigilância permanente e um profundo dever de tutela junto daqueles que comandamos".

Trata-se da 9.ª Força Nacional Destacada para a Roménia, mantendo-se o "contexto geopolítico exigente e marcado por uma ameaça real e inequívoca no flanco leste da Aliança". No qual "Portugal afirma-se como um parceiro solidário, credível e capaz".

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O general Eduardo Mendes Ferrão afirmou que se exigiu "uma nova atitude" no aprontamento da missão, com destaque para o recurso à simulação: que é "uma obrigação" e um "instrumento central para aproximar o treino à realidade operacional". "Pouco importa a quantidade de exercícios, quando estes não são antecedidos de um sólido percurso de treino diversificado, complementar e mensurável. A simulação, seja ela virtual, construtiva ou tática, assegura essa coerência", referiu o chefe do Exército.

Esta 9.ª Força será a primeira com todos os módulos de apoio de combate previstos: Engenharia, Operações Psicológicas, Guerra Eletrónica, Artilharia Antiaérea e Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica. "Este é um avanço significativo, que importa saber aproveitar plenamente", destacou Mendes Ferrão. 

Aos militares da Força, que será comandada pelo major Filipe Pina, o chefe do Exército exigiu que não se negligencie a "segurança, à necessidade de evitar rotinas e à importância de manter um permanente sentido de aprendizagem e adaptação".

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