Universitário português que morreu em Bruxelas encontrado dentro de saco cama
Corpo de Miguel Lemos, de 21 anos, foi encontrado em floresta. Autópsia será decisiva para apurar se houve homicídio.
A polícia belga encontrou domingo à noite, numa zona de floresta em Soignes, Bruxelas, o cadáver de Miguel Amorim de Lemos, jovem estudante português de 21 anos que tinha desaparecido três dias antes - na quinta-feira, 6 de setembro -, depois de ter atendido um telefonema no campus da universidade em que estuda. Não está descartada a hipótese de homicídio, sob investigação.
De acordo com o jornal belga La Capitale, o jovem foi encontrado dentro de um saco cama.
O jovem português, de 1,97 m, magro e de cabelo encaracolado, estava matriculado na Universidade Livre de Bruxelas. Foram os colegas e professores deste estabelecimento de ensino, bem como os pais de Miguel de Lemos (também emigrantes na Bélgica), que deram o alerta à Polícia Federal.
Em poucas horas foram desencadeadas buscas pelo jovem português, em especial na zona da floresta de Soignes, onde costumava dar longos passeios, e onde foi detetado o último registo de utilização do telemóvel. Foi precisamente nesta zona que, no domingo à noite, foi encontrado o cadáver. As autoridades belgas afirmam ter rapidamente percebido que se tratava do corpo de Miguel de Lemos. O mesmo foi transportado para uma morgue hospitalar, onde ontem foi alvo de exames de autópsia.
Uma porta-voz do Ministério Público de Bruxelas admitiu que o apuramento das causas da morte da vítima pode agora demorar semanas. "Faremos uma autópsia. Se necessário, também exames toxicológicos", explicou à Lusa Ine van Wymersch, porta-voz do MP. Confirma que o cadáver foi mesmo encontrado por populares em Soignes.
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