Moradores revoltados com falta de segurança
Em setembro de 2006, duas crianças foram colhidas por um comboio na Madalena, em Vila Nova de Gaia. Uma morreu.
"Este é um bairro de pobres de que ninguém quer saber. Os presidentes vêm cá quando é para pedir votos ou então no Natal, para mostrar que se preocupam." A voz da revolta é de Valdemar Melo, residente no bairro da Belavista, na Madalena, em Vila Nova de Gaia, indignado com a falta de segurança e as más condições em que os moradores vivem.
As queixas já são antigas. A 26 de setembro de 2006, teve lugar o caso mais trágico, quando duas crianças, de quatro e cinco anos, foram colhidas por um comboio, depois de terem conseguido chegar à linha através de um muro destruído.
"Depois do acidente, o muro foi reparado, hoje já se encontra novamente destruído. Só o construíram para nos taparem os olhos. O perigo continua", garante Horácio Cardoso, também morador e pai da criança que sobreviveu ao acidente. "O bairro foi construído há cerca de 18 anos e as promessas começaram logo aí. Sempre disseram que iam construir um parque para as crianças. Até hoje nada", acrescentou.
Além do perigo de terem uma linha ferroviária à porta, o matagal e o lixo acumulado junto ao bairro levam a que, todos os anos , as casas fiquem em risco com os incêndios. "Estes terrenos, no verão, são petróleo. Todos os anos é a mesma coisa. Nada foi resolvido", criticou ainda Horácio Cardoso.
Confrontada pelo CM, fonte oficial da Câmara de Vila Nova de Gaia referiu que o presidente, Eduardo Vítor Rodrigues, foi surpreendido com a questão da destruição do muro junto à linha, garantindo que quer essa quer as outras questões serão alvo de análise da autarquia num futuro próximo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt