Moradores revoltados com falta de segurança

Em setembro de 2006, duas crianças foram colhidas por um comboio na Madalena, em Vila Nova de Gaia. Uma morreu.

30 de dezembro de 2016 às 08:37
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"Este é um bairro de pobres de que ninguém quer saber. Os presidentes vêm cá quando é para pedir votos ou então no Natal, para mostrar que se preocupam." A voz da revolta é de Valdemar Melo, residente no bairro da Belavista, na Madalena, em Vila Nova de Gaia, indignado com a falta de segurança e as más condições em que os moradores vivem.

As queixas já são antigas. A 26 de setembro de 2006, teve lugar o caso mais trágico, quando duas crianças, de quatro e cinco anos, foram colhidas por um comboio, depois de terem conseguido chegar à linha através de um muro destruído.

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"Depois do acidente, o muro foi reparado, hoje já se encontra novamente destruído. Só o construíram para nos taparem os olhos. O perigo continua", garante Horácio Cardoso, também morador e pai da criança que sobreviveu ao acidente. "O bairro foi construído há cerca de 18 anos e as promessas começaram logo aí. Sempre disseram que iam construir um parque para as crianças. Até hoje nada", acrescentou.

Além do perigo de terem uma linha ferroviária à porta, o matagal e o lixo acumulado junto ao bairro levam a que, todos os anos , as casas fiquem em risco com os incêndios. "Estes terrenos, no verão, são petróleo. Todos os anos é a mesma coisa. Nada foi resolvido", criticou ainda Horácio Cardoso.

Confrontada pelo CM, fonte oficial da Câmara de Vila Nova de Gaia referiu que o presidente, Eduardo Vítor Rodrigues, foi surpreendido com a questão da destruição do muro junto à linha, garantindo que quer essa quer as outras questões serão alvo de análise da autarquia num futuro próximo.

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