Morreu esmagado em prensa

Um trabalhador da Autoeuropa, em Palmela, morreu na quarta-feira, pelas 22h40, em consequência de um acidente de trabalho numa prensa. João Carlos Galveia Lopes, de 43 anos, ficou entalado “durante uma operação de mudança de moldes de uma prensa” da linha de montagem de automóveis, disse ao CM António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da empresa da Volkswagen.

22 de fevereiro de 2008 às 00:30
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Sem adiantar pormenores do acidente, disse que a prensa, que se desloca na horizontal, entalou o trabalhador.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Palmela com uma ambulância e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do INEM, disse ao CM que o trabalhador apresentava “lesões graves no crânio e na zona torácica e encontrava-se em paragem cardiorespiratória”.

João Carlos Lopes foi alvo de manobras de reanimação e suporte avançado de vida, tendo sido transportado ao Hospital do Barreiro, onde lhe foi declarado o óbito, adiantou aquele responsável do INEM.

Morador no Poceirão, no concelho de Palmela, a vinte quilómetros da empresa, João Carlos Lopes era casado e tinha um filho de 17 anos.

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“Agora a prioridade é apoiar a família e os colegas que estavam com ele. Toda a empresa está empenhada nisto”, disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa.

Fonte da administração da empresa disse que já está a decorrer um inquérito. “Já estamos a analisar o acidente, em conjunto com as entidades legais que obrigatoriamente têm de estar envolvidas”, revelou.

Nesse sentido, ontem estiveram na empresa inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

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Em homenagem ao trabalhador falecido, a Autoeuropa parou a produção ontem, às 11h00 e às 18h00, para os funcionários dos dois turnos realizarem um minuto de silêncio.

163 pessoas morreram em 2007 em consequência de acidentes de trabalho, mais três do que no ano anterior.

16 trabalhadores já tinham falecido este ano em acidentes laborais, segundo dados da ACT.

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2990 pessoas trabalham actualmente na Autoeuropa.

MORTOS

Este foi o segundo acidente mortal na Autoeuropa. Em 1999 um trabalhador morreu na sequência da queda de um conjunto de chapas, que terão caído de um empilhador. Outros acidentes apenas provocaram feridos ligeiros.

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EXPERIÊNCIA

João Carlos Lopes trabalhava na empresa desde Setembro de 1995, cinco meses depois da sua inauguração, e era “um trabalhador muito experiente”, disse António Chora.

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