Morreu a pescar polvo

Um indivíduo de 33 anos, mergulhador experiente, morreu afogado próximo da praia da Légua, em Pataias, Alcobaça, pelas 12h25 de ontem, quando estava a pescar polvo.

12 de junho de 2005 às 00:00
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As causas da morte de Samuel Bagagem dos Santos, casado e com uma filha de 20 meses, são desconhecidas, aguardando-se pela realização da autópsia para perceber o que se passou debaixo de água.

“Se calhar ficou preso nalguma rocha ou então foi um problema de saúde, pois ele sofria de epilepsia e pode ter tido um ataque”, relatou ao CM um familiar da vítima, frisando que “só a autópsia vai dizer o que de facto se passou”.

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Samuel Santos residia em Pataias e tinha saído de casa de manhã cedo com o pai, com o objectivo de fazer mergulho e pesca submarina. Levaram um pequeno bote de borracha e fizeram-se ao mar na Nazaré, seguindo em direcção à rocha da Légua, que fica a 100 metros da praia, onde Samuel Santos se lançou à água, mergulhando de apneia.

Ao longo da manhã o mergulhador pescou vários polvos, que foi colocando na embarcação, junto do pai, que não se fez à água.

A determinada altura, como um dos mergulhos estava a prolongar-se por demasiado tempo, o pai de Samuel Santos suspeitou que algo de errado se passava e decidiu alertar as autoridades.

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De imediato foram enviados meios por terra e por mar, mas já não foi possível salvar o mergulhador, que foi retirado da água por outro indivíduo que também estava a fazer mergulho na zona.

Samuel Santos era um mergulhador experiente e um frequentador habitual da praia da Légua, onde tinha uma casa de férias.

O gosto pelo mergulho vem já dos tempos em que esteve emigrado em França e os amigos dizem mesmo que “era o seu vício. Sempre que podia vestia o fato de mergulho e fazia-se ao mar”. “Ele gostava muito de vir para aqui fazer mergulho e por vezes vinha ao café mostrar os polvos que apanhava”, disse Abílio Cardeira, concessionário da praia da Légua.

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BANHISTAS INDIFERENTES

O tempo nublado afastou os banhistas da praia da Légua, pelo que havia “pouquíssima gente” no areal quando se deu a tragédia. Só quando se começaram a juntar embarcações em redor da rocha da Légua e surgiram os bombeiros e os elementos da Polícia Marítima é que os poucos veraneantes se aperceberam que algo de estranho se estava a passar. A praia da Légua situa-se no limite do concelho de Alcobaça, pertencendo à freguesia de Pataias, é vigiada e ontem o nadador-salvador, Edgar Santos, tinha colocado a bandeira amarela. “De manhã estava maré baixa e o céu apresentava-se um pouco nublado, mas com boa visibilidade”, explicou ao CM Abílio Cardeira, concessionário da praia.

SOCORRO SEGUIU POR TERRA E POR MAR

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MEIOS

Assim que recebeu o alerta, o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) mobilizou para o local três corpos de bombeiros, com dezoito elementos e quatro viaturas.

VIGILÂNCIA

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Os Bombeiros Voluntários de Pataias envolveram na operação uma dezena de elementos, a fazer a vigilância no areal, na linha de água e em toda a extensão da praia da Légua.

BARCOS

Os meios de socorro por mar incluíram embarcações dos Bombeiros Voluntários de S. Martinho do Porto, da Capitania da Nazaré e de um particular que se disponibilizou a ajudar.

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