MP defende internamento de recluso homicida da cadeia de Linhó
Procurador quer Hugo Pereira, que matou um colega de cela, tratado num estabelecimento para inimputáveis.
O Ministério Público (MP) quer que Hugo Pereira, o jovem esquizofrénico de 23 anos que matou, a golpes de barra de ferro, um colega de cela na cadeia do Linhó, seja internado numa unidade de saúde mental.
A defesa do jovem que, recorde-se, se encontra na cadeia de Monsanto, em Lisboa, desde o início de março, recorreu para a Relação de Lisboa da decisão do Tribunal de Execução de Penas de impedir que o mesmo fosse transferido para um hospital.
E, para já, conta com a posição favorável do MP. O procurador Carlos Martinho Figueira, que analisou o recurso, defendeu "o internamento de Hugo Pereira num estabelecimento para inimputáveis". Pedro Pestana, advogado do jovem, considerou ao CM que "só com o internamento, o recluso terá salvaguardada a sua saúde e dignidade, de modo a conter o perigo social do doente".
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