MP quer cabecilhas do gang dos falsos PJ condenados a 15 anos de prisão

Procurador de Guimarães considerou os crimes "muito graves" e nas alegações finais defendeu que as penas terão que ser todas "elevadas". Grupo apoderou-se de mais de 400 mil euros em bens e dinheiro em seis falsas buscas domiciliárias.

20 de janeiro de 2026 às 01:30
MP pede 15 anos por crimes "graves" para cabecilhas do gangue dos falsos PJ Foto: CMTV
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O procurador do Ministério Público de Guimarães pediu, esta segunda-feira, a condenação a 15 anos de prisão para dois dos cinco homens que se fizeram passar por inspetores da Polícia Judiciária para levarem a cabo seis roubos milionários. O magistrado disse nas alegações finais do julgamento que Nuno Nunes e António Abel Pereira, tidos como 'cabecilhas' do grupo, ambos em prisão preventiva, tiveram um papel fundamental na seleção das vítimas, na distribuição das tarefas e dos valores angariados, assim como na destruição das provas e que, por isso, deverão ser condenados a penas elevadas.

O grupo, detido em setembro e outubro de 2024 pela Polícia Judiciária de Braga, lucrou mais de 400 mil euros com falsas buscas domiciliárias. Faziam-se passar por inspetores da Polícia Judiciária, usavam coletes com os dizeres desta polícia e exibiam crachás iguais aos da PJ, para levarem a cabo buscas, na posse de mandados judiciais que eles próprios fabricavam. 

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O procurador do MP defendeu que os cinco homens que estão a ser julgados devem ser condenados por associação criminosa, burla, sequestro, usurpação de funções e falsificação de documentos. "Os factos aqui em causa são muito graves", considerou o magistrado, lembrando que o grupo foi "refinando a forma de atuação". Pediu para António Araújo, também preso preventivamente, "uma pena acima dos 5 anos, inexoravelmente efetiva". Para um dos arguidos em liberdade, Nuno Silva, que interveio em duas das seis falsas buscas, o MP pediu pena efetiva, acima dos cinco anos e defendeu que Mário Dias, de apenas 22 anos, seja condenado, mas deixou em aberto a possibilidade de a pena vir a ser suspensa.

A leitura do acórdão está marcada para daqui a uma semana. O processo tem ainda um sexto arguido, Rui Manuel Rocha, conhecido pela alcunha de 'Cavaleiro', que será julgado em separado. Cavaleiro fugiu para França após os crimes e está preso preventivamente desde o passado dia 12.

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