Muro baixo que permite arremessos preocupa na prisão da Carregueira
Sindicato da guarda prisional denuncia perigo resultante de obras. Serviços Prisionais dizem que zona não é de acesso público.
Os guardas da cadeia da Carregueira, no concelho de Sintra (uma das maiores do País e onde estão muitos dos condenados por crimes sexuais), estão preocupados com os efeitos na segurança de um procedimento de obras que decorre numa zona limítrofe - e que 'retirou' altura a um muro da prisão.
A área é nas traseiras do estabelecimento prisional, próximo do Regimento de Comandos, e, segundo o Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP), "está a ser alvo de obras de terraplanagem".
O CM teve acesso a uma fotografia, na qual aparece um guarda prisional de costas, e que mostra a pouca altura do muro em consequência das obras.
"Numa altura em que falamos de segurança prisional, é preocupante ver uma área próxima da zona prisional em que é possível arremessos [do exterior para o interior]. Apesar de haver videovigilância, a possibilidade de fugas é também uma realidade", explicou Frederico Morais, presidente do SNGP. "Vemos com alguma preocupação e perplexidade esta situação, ocorrida num terreno com visibilidade para uma zona prisional", acrescentou.
Fonte oficial dos Serviços Prisionais confirmou ao CM que "ainda está em curso a limpeza de terrenos em volta dos muros do Estabelecimento Prisional da Carregueira". "Os terrenos pertencem ao estabelecimento prisional e estão delimitados por uma rede que os separa dos terrenos contíguos que pertencem ao Regimento de Comandos, e que portanto, também não são de acesso ao público", concluiu.
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