Namorada de Sócrates em silêncio para proteger relação

Lígia Correia justificou que quer defender relação de 15 anos. Ministério Público pediu extração de certidão.

09 de julho de 2026 às 01:30
Lígia Correia à saída do Campus de Justiça, em Lisboa Foto: Diogo Coelho/CMTV
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Lígia Correia recusou-se quarta-feira a prestar depoimento em tribunal, na sequência da Operação Marquês. “Decidi, depois de refletir e me aconselhar juridicamente, não prestar depoimento. Julgo que a lei me dá esse direito”, disse a namorada de José Sócrates, ao ler a declaração que trazia dentro da sua mala.

“A principal razão pela qual não presto depoimento é querer proteger a nossa relação e não participar na devassa pública da minha vida e, muito menos, da relação que tenho com o meu companheiro”, justificou. Lígia Correia detalhou que mantém uma relação de união de facto com o antigo primeiro-ministro há 15 anos e que começaram a coabitar desde o dezembro de 2015, quando Sócrates saiu da prisão. Mostrou-se ainda preparada para “enfrentar qualquer consequência” pela decisão.

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Com a sessão interrompida por breves minutos, o tribunal seguiu o requerimento do Ministério Público (MP) e confirmou a extração de uma certidão pela recusa, uma vez que não haveria uma justificação legal para a companheira de Sócrates rejeitar falar. Arrisca assim estar perante um crime de recusa.

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