Namorada de Sócrates em silêncio para proteger relação
Lígia Correia justificou que quer defender relação de 15 anos. Ministério Público pediu extração de certidão.
Lígia Correia recusou-se quarta-feira a prestar depoimento em tribunal, na sequência da Operação Marquês. “Decidi, depois de refletir e me aconselhar juridicamente, não prestar depoimento. Julgo que a lei me dá esse direito”, disse a namorada de José Sócrates, ao ler a declaração que trazia dentro da sua mala.
“A principal razão pela qual não presto depoimento é querer proteger a nossa relação e não participar na devassa pública da minha vida e, muito menos, da relação que tenho com o meu companheiro”, justificou. Lígia Correia detalhou que mantém uma relação de união de facto com o antigo primeiro-ministro há 15 anos e que começaram a coabitar desde o dezembro de 2015, quando Sócrates saiu da prisão. Mostrou-se ainda preparada para “enfrentar qualquer consequência” pela decisão.
Com a sessão interrompida por breves minutos, o tribunal seguiu o requerimento do Ministério Público (MP) e confirmou a extração de uma certidão pela recusa, uma vez que não haveria uma justificação legal para a companheira de Sócrates rejeitar falar. Arrisca assim estar perante um crime de recusa.
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