“Não vendi quadros falsos que saíram da cadeia”: negociante de arte levava material para prisão mas nega crimes

As obras seriam forjadas por dois reclusos.

05 de outubro de 2024 às 01:30
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Joaquim Santos, negociante de arte, está acusado de ter forjado, entre 2014 e 2021, obras de artistas de renome, com dois reclusos - um deles seu irmão - e a companheira. Admitiu aos juízes que levou tintas, telas, pincéis e outro material para a cadeia de Paços de Ferreira, onde o irmão estava preso, mas negou que tal fosse para montar um esquema de falsificação de pinturas a partir da sala de artesanato da prisão.

"Não é verdade, nunca vendi quadros falsos que tenham saído da cadeia de Paços de Ferreira. Fiz chegar material ao meu irmão, mas eram para outros trabalhos que ele fazia na cadeia", disse.

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Só Joaquim - que cumpre pena noutro caso - e a companheira compareceram no Tribunal de Penafiel. Os alegados falsários - Carlos Patrício e Eduardo Santos - já foram libertados e emigraram para França. Estão em causa obras falsas de Cruzeiro Seixas, Noronha da Costa e Cesariny. "Todos os quadros que vendi em leilão eram originais, eu sei a quem os comprei", alegou Joaquim.

O arguido, de 54 anos, tentou pôr em causa as perícias feitas aos 26 quadros recuperados pela PJ, mas não soube explicar porque motivo não tinha documentos a certificar que eram autênticos. A companheira de Joaquim negou ter vendido obras falsas. Estão em causa crimes de burla qualificada e aproveitamento de obra contrafeita.

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