"Não vou assumir nenhum crime porque não cometi crime nenhum". Ex-juiz começa a ser julgado por corrupção
Hélder Claro responde por um total de 19 crimes. É suspeito de angariar mulheres para bar de alterne.
O antigo juiz Hélder Claro vai prestar declarações no julgamento, onde está acusado de 19 crimes, entre os quais corrupção ativa no setor privado. É suspeito de ter conseguido um lucro de 1 milhão de euros com a venda de terrenos para instalação dos supermercados 'Aldi' em Valongo e Matosinhos. "Não vou assumir nenhum crime porque não cometi crime nenhum", afirmou o antigo magistrado à entrada do Tribunal de São João Novo, no Porto, tendo remetido mais declarações aos jornalistas para o final da audiência.
As declarações de Hélder Claro serão feitas noutra sessão de julgamento, depois de serem ouvidos os inspetores da Polícia Judiciária.
A investigação sustenta que Hélder Claro era o sócio oculto de uma empresa imobiliária e usava a sua influência para conseguir favorecimentos em determinados projetos.
Hélder Claro - que foi expulso da magistratura em 2024 - será julgado com mais nove arguidos. É ainda suspeito de ter angariado sete mulheres do Brasil para trabalharem num bar de alterne, no Porto. Também é acusado de estar envolvido em esquemas que envolviam cartões bancários furtados, crimes nos quais terá tido ligações a Alberto Couto, agora preso por tráfico de droga.
O magistrado era suspeito de mais crimes, como branqueamento de capitais, mas não foi encontrada prova suficiente para o acusar. Estava no Tribunal de Vila Real de Santo António, mas foi expulso pelo Conselho Superior de Magistratura.
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