Navio encalhado no Tejo tem 160 toneladas de fuel

‘Betanzos’, assente num banco de areia do Bugio desde terça-feira, estava ontem à tarde “ainda íntegro”.

09 de março de 2018 às 01:30
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz
Tripulantes de navio encalhado no Tejo foram retirados de helicóptero Foto: Duarte Roriz

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O navio espanhol ‘Betanzos’, que desde a madrugada de terça-feira está encalhado num banco de areia no Bugio, na barra do Tejo, tem a bordo cerca de 160 toneladas de gasóleo marítimo. "Neste momento [final da tarde de ontem] o navio está íntegro e não há risco de poluição", assegurou ao CM o comandante Pereira da Fonseca, porta-voz da Autoridade Marítima Nacional.

Mas o agravamento do estado do mar - o navio está exposto e estão previstas, a partir de hoje, vagas de 4-6 metros, com picos de 14 metros no domingo - gera "cautela", razão pela qual a Capitania do Porto de Lisboa já reforçou os meios de combate à poluição.

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"Foi trazido, da base de apoio logístico de Tróia, material pesado. O pessoal de prevenção foi reforçado. A monitorização da integridade do navio será constante", explica.

O estado do mar foi um dos fatores que levou ontem à retirada dos dez tripulantes e quatro peritos que estavam a bordo do ‘Betanzos’, numa missão espetacular realizada por um helicóptero da esquadra 751 da Força Aérea.

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"O armador do navio, com o acordo da Capitania, contratou um rebocador de grande capacidade, vindo de Gibraltar, e com o mar previsto não se consegue montar o equipamento de reboque, que é muito pesado. Por razões de segurança, não havendo essa manobra, não faz sentido manter pessoas a bordo", disse o porta-voz.

Tripulação e tentativa de desencalhe regressam quando o tempo assim o permitir.

"Ondulação e vento forte dificultaram"

O major Gil Conde foi o comandante do EH-101 que retirou os 13 homens e uma mulher. "A ondulação e o vento forte dificultaram a operação mas foi um sucesso. Fizemos a colocação inicial do recuperador e depois içámos dois tripulantes de cada vez", explicou.

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"Foi experiência difícil pelo medo"

Os resgatados deixaram um colete no bar da ‘751’, junto a lembranças de outros resgates. Pablo Cofiño, responsável pelas máquinas do navio, confessou "uma experiência difícil pelo medo". "Correu bem, graças a Deus e aos portugueses", disse José Guerra.

PORMENORES 

Carga de areia

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O ‘Betanzos’, de 118 metros, transporta areia (não poluidora) para fazer vidro e destinava-se a Casablanca (Marrocos).

Falha de energia

O navio encalhou após ter sofrido uma falha total de energia que o deixou à deriva. Tentou fundear e falhou, ficando assentado no banco de areia.

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Interrogados

Os tripulantes foram ontem interrogados pela Polícia Marítima. Falharam pelo menos quatro tentativas de desencalhe.

‘Tollan’ foi em 1980

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O caso faz lembrar o ‘Tollan’, navio que em 1980 encalhou no Tejo e ali ficou quase 4 anos.

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