Operação Marquês: Carlos Santos Silva também tinha cofre com oito milhões de euros

Amigo do antigo primeiro-ministro foi ouvido durante esta quarta-feira pelo juiz Ivo Rosa.

27 de novembro de 2019 às 19:38
Carlos Santos Silva Foto: Rodrigo Antunes/Lusa_EPA
Carlos Santos Silva Foto: Rodrigo Antunes/Lusa_EPA
Carlos Santos Silva Foto: Vítor Mota

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Carlos Santos Silva está a ser interrogado esta quarta-feira pelo juiz Ivo Rosa no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no caso "Operação Marquês" em que é um dos principais arguidos.

O amigo de Sócrates, recordando os depoimentos que dão conta da existência de dois cofres, um da tia avó e outro no BPI, revelou que tinha um terceiro cofre, em sua posse, onde guardava dinheiro vivo.

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Ao longo do seu testemunho, Carlos Santos Silva revelou que tinha era desse cofre que emprestava dinheiro ao antigo primeiro-ministro.

Santos Silva revelou que desde que começou a trabalhar guardava 50% das comissões que recebia, enquanto trabalhava para o grupo Lena, num cofre. Recorreu a esses oito milhões amealhados e investiu no negócio das salinas em Benguela, que rondou os seis milhões de euros.

O negócio das salinas foi feito também com a família Pinto de Sousa. Este dinheiro acabou por passar para as contas de José Paulo Pinto de Sousa, ou seja, o primo de José Sócrates. 

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Relativamente às entregas de dinheiro a José Sócrates, estas eram realizadas por Carlos Santos Silva e, na maioria das vezes, pelo motorista, João Perna, em tranches diárias, bi-diárias ou semanais de 5 mil euros, consoante as necessidades do antigo primeiro-ministro. 

Santos Silva protegeu Sócrates ao dizer que o antigo primeiro-ministro não sabia de nada sobre as suas contas na Suíça nem do dinheiro investido na Parque Escolar.

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