Gang trocava código de barras de vinho de luxo
Grupo passava nas caixas dos supermercados e enganava os funcionários.
Um grupo do norte percorreu o País a dar o golpe. Colocava em garrafas de vinho branco de luxo Pêra-Manca, que custam cerca de 30 euros cada, códigos de barras retirados de vinho corrente, normalmente a pouco mais de um euro cada. Passavam nas caixas dos supermercados e enganavam os funcionários, deixando rombos de centenas de euros.
O esquema durou pelo menos um mês, em janeiro de 2015, em vários pontos do País, como Lagos, Faro, Portimão, Santo Tirso, Famalicão, Oeiras, Leiria, Coimbra e Figueira da Foz (caso que já tem sentença). O grupo, que percorreu o País num carro alugado, escolhia o Pêra-Manca branco por ser o vinho mais caro sem alarmes. Estava nas prateleiras de cima (os mais caros) e as etiquetas com o código de barras eram retiradas dos vinhos da prateleira de baixo (mais baratos).
Multa e trabalho comunitário por golpe de 250 euros
Três membros do gang viram agora o Tribunal da Relação de Coimbra confirmar a condenação a multa de 750 euros e trabalho a favor da comunidade pelo golpe dado a 23 de janeiro de 2015 num hipermercado da Figueira da Foz. Agarraram em 10 garrafas de Pêra-Manca, marcadas a 24,99 €/cada e puseram- -lhes os códigos de barras do vinho corrente Fazendas Perdidas, a 1,28 €/cada. Pagaram 12,80 € pelas 10 garrafas, em vez do preço verdadeiro de venda, que seria 249,90 €.
1990
ano da primeira produção de Pêra-Manca. É a marca que a adega Cartuxa (Évora) dá aos seus vinhos de exceção. O branco mais novo é de 2014.
475 € por garrafa
Uma garrafa de Pêra-Manca tinto, de 2001, está à venda na garrafeira nacional por 450 €. Em 2015, foi dado alerta para falsificações na venda.
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