Patroa assassina confessa que despediu vítima e matou por ciúme

Ilderlane Ferreira assumiu homicídio com bloco de cimento. Será alvo de uma perícia psiquiátrica no IML nos próximos dias.

15 de maio de 2026 às 01:30
Lucinete Freitas tinha 55 anos Foto: Direitos reservados
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No dia em que morreu às mãos da patroa, Ilderlane Ferreira, Lucinete Freitas foi despedida logo às primeiras horas da manhã. As duas mulheres voltaram a discutir à chegada de Lucinete ao local do trabalho, mas a vítima, de 55 anos, manteve-se na casa a fazer limpezas e a cuidar do filho bebé de Ilderlane até às 18h00. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro do ano passado. Ilderlane, de 43, assumiu esta quinta-feira, no DIAP da Amadora, o homicídio da ama com várias pancadas com um bloco de cimento, mas disse também que estava arrependida. Tinha ciúmes da relação da empregada com o marido de quem se estava a separar. Ilderlane descobrira também que Lucinete falava mal de si nas suas costas e revelava pormenores da vida do casal às amigas e ao marido, que ficou no Brasil com o filho de 14 anos.

A descoberta de mensagens de Lucinete foi a gota de água para Ilderlane, que atraiu a ama a um local descampado. Na bagageira do carro levou uma faca de cozinha, que não usou. Lucinete percebeu que tinha caído numa cilada e ainda tentou escapar, mas não conseguiu. As duas mulheres lutaram e Ilderlane acabou por agarrar num bloco de cimento de mais de 20 quilos. Deu quatro pancadas na cabeça de Lucinete e matou-a ali. A seguir ocultou o cadáver e seguiu para casa. Durante o fim-de-semana [o crime aconteceu numa sexta-feira] Ilderlane passeou com o filho bebé como se nada tivesse acontecido.

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Pedro Pestana, advogado de Ilderlane, disse apenas ao CM que a “arguida colaborou com a investigação como era a sua vontade”. A homicida será alvo de uma perícia psiquiátrica no IML nos próximos dias.

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