Patroa assassina confessa que despediu vítima e matou por ciúme
Ilderlane Ferreira assumiu homicídio com bloco de cimento. Será alvo de uma perícia psiquiátrica no IML nos próximos dias.
No dia em que morreu às mãos da patroa, Ilderlane Ferreira, Lucinete Freitas foi despedida logo às primeiras horas da manhã. As duas mulheres voltaram a discutir à chegada de Lucinete ao local do trabalho, mas a vítima, de 55 anos, manteve-se na casa a fazer limpezas e a cuidar do filho bebé de Ilderlane até às 18h00. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro do ano passado. Ilderlane, de 43, assumiu esta quinta-feira, no DIAP da Amadora, o homicídio da ama com várias pancadas com um bloco de cimento, mas disse também que estava arrependida. Tinha ciúmes da relação da empregada com o marido de quem se estava a separar. Ilderlane descobrira também que Lucinete falava mal de si nas suas costas e revelava pormenores da vida do casal às amigas e ao marido, que ficou no Brasil com o filho de 14 anos.
A descoberta de mensagens de Lucinete foi a gota de água para Ilderlane, que atraiu a ama a um local descampado. Na bagageira do carro levou uma faca de cozinha, que não usou. Lucinete percebeu que tinha caído numa cilada e ainda tentou escapar, mas não conseguiu. As duas mulheres lutaram e Ilderlane acabou por agarrar num bloco de cimento de mais de 20 quilos. Deu quatro pancadas na cabeça de Lucinete e matou-a ali. A seguir ocultou o cadáver e seguiu para casa. Durante o fim-de-semana [o crime aconteceu numa sexta-feira] Ilderlane passeou com o filho bebé como se nada tivesse acontecido.
Pedro Pestana, advogado de Ilderlane, disse apenas ao CM que a “arguida colaborou com a investigação como era a sua vontade”. A homicida será alvo de uma perícia psiquiátrica no IML nos próximos dias.
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