Pediu socorro
As autoridades espanholas continuam a investigar as causas da queda da avioneta em Madrid que originou a morte do piloto e único ocupante, João Rêgo, de 50 anos, médico em Montemor-o-Novo, Alentejo. O facto de ter tentado uma aterragem de emergência poderá apontar para falha mecânica no moderno monomotor P-96.
“Ainda pediu socorro depois de ter descolado de Madrid. Pode ter sido uma falha na aeronave, mas não se exclui um problema de saúde. Tinha muitas horas de voo, era bastante controlado e fazia aquele trajecto várias vezes por ano”, referiu ao CM Agostinho Simão, colega de profissão e amigo do falecido.
João Rêgo, cujo corpo será hoje cremado em Madrid, costumava viajar até Toulouse (França) e Barcelona (Espanha), onde reside uma filha. Na quarta-feira, após ter deixado esta cidade rumo à pista da Amendoeira, perto de Montemor, fez escala para abastecer num aeródromo de Toledo (Madrid). Minutos depois da descolagem, o piloto tentou o regresso à pista mas embateu num monte, em El Alamo, e morreu.
O falecimento de João Rêgo, clínico em Montemor há 20 anos, deixou a população local, onde era conhecido como “o médico do povo”, em choque. “Era bom médico e dos poucos a fazer consultas ao domicílio”, frisou Emídio José Salgueiro.
Casado e pai de duas filhas e um filho, todos maiores de idade, o clínico prestava assistência médica a associações de apoio a deficientes e era proprietário da clínica Climor. Foi deputado à assembleia municipal eleito pelo Movimento de Independentes.
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