Pena suspensa por duas mortes causadas por condução sob efeito de droga e álcool
Rui Alves conduzia um BMW. Com ele seguiam dois amigos que morreram no despiste fatal.
Rui Alves foi esta quarta-feira condenado, em Matosinhos, a uma pena suspensa de quatro anos e 10 meses por homicídio negligente em acidente de viação e condução perigosa. O arguido, de 25 anos, conduzia o BMW que se despistou, a 6 de novembro de 2016, em Santo Tirso, matando dois amigos que seguiam no mesmo carro, após ter consumido drogas e álcool, numa noite de festa na discoteca Pedra do Couto.
"Não seria colocar este senhor na prisão que iria trazer os entes queridos de volta", disse a juíza aos familiares das vítimas, na leitura do acórdão. Considerou provada a questão da negligência e garantiu que "esta pena servirá para que o arguido pense melhor na sua vida". Aconselhou-o ainda a procurar ajuda e mencionou o seu arrependimento.
O BMW conduzido por Rui Alves entrou em despiste na EN105, em S. Tiago de Carreira, Santo Tirso, e bateu contra um muro, caindo a uma ribanceira e acabando por chocar contra uma árvore. Ricardo Marinho e Bruno ‘Cilhas’, de 25 e 28 anos, morreram no local.
Durante o julgamento, o arguido confessou ao coletivo de juízes que consumiu haxixe e álcool antes de conduzir, mas garantiu que não se recorda de como os quatro amigos estavam no automóvel. "Não me lembro do que combinámos e não sei como eles foram parar ao meu carro, nem para onde eu ia a conduzir", contou o arguido numa das audiências, no Tribunal de Matosinhos.
Rui Alves pediu desculpa aos familiares das vítimas, que acompanharam o julgamento.
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