"Perdoem-me porque eu estou arrependido"

‘Zé do Benfica’ diz a juízes que a família precisa dele.

15 de julho de 2016 às 10:19
Zé do Benfica, Tribunal de Santarém, Benfica, Raul Gomes, Paolo Marteloti, Lopes Guerreiro, PJ Foto: Mariline Alves
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Sabia que estava a cometer um crime. Agora arrependo-me. Espero que me perdoem pois tenho uma família lá fora que precisa de mim." Foi com estas palavras, dirigidas ao coletivo de juízes, que José Carriço, conhecido como ‘Zé do Benfica’, terminou esta quinta-feira a última sessão do julgamento por tráfico de droga no Tribunal de Santarém.

Nas alegações finais, a procuradora do Ministério Público pediu a condenação dos três arguidos que estão a ser julgados por tráfico de droga agravado. O ex-motorista de Luís Filipe Vieira responde ainda por um crime de posse ilegal de arma.

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A moldura penal para estes casos vai dos quatro aos 12 anos de cadeia. O advogado de Carriço reconheceu que a prática do crime era irrefutável devido à apreensão dos nove quilos de cocaína que o antigo funcionário do Benfica transportava num carro do clube encarnado, mas alegou que os arguidos confessaram tudo. Raul Gomes defendeu que ‘Zé do Benfica’ "foi aliciado" para o esquema por Paolo Marteloti, um brasileiro cujo nome consta na acusação e que seria um dos abastecedores de droga na América Latina, mas que não está a ser julgado. O advogado questionou ainda as análises feitas à cocaína apreendida, alegando que apenas foi alvo de um "teste rápido" e não alvo de perícias.

Já Lopes Guerreiro, advogado de José Seco, outro dos arguidos em julgamento por tráfico de droga, disse que era aceitável uma condenação "perto do limite mínimo" [quatro anos], mas questionou o facto de a investigação da PJ não ter chegado à origem da droga.

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