Perícias cercam homicida da Luz

Suspeito dos No Name referenciado por crimes de tráfico e roubo.

27 de abril de 2017 às 01:30
Benfica, Sporting, futebol, desporto, crime, atropelamento, adepto,homicida, Luz, Marco Ficini Foto: CMTV
Marco Ficini, empresário de 41 anos, era sócio da Juve Leo Foto: Direitos Reservados
Marco Ficini, empresário de 41 anos, era sócio da Juve Leo Foto: Direitos Reservados
Polícia Judiciária, Sporting, Luz, desporto, atropelamento Foto: CMTV
Polícia Judiciária, Sporting, Luz, desporto, atropelamento Foto: CMTV
Polícia Judiciária, Sporting, Luz, desporto, atropelamento Foto: CMTV
Polícia Judiciária, Sporting, Luz, desporto, atropelamento Foto: CMTV
Polícia Judiciária, Sporting, Luz, desporto, atropelamento Foto: CMTV

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Depois de a Polícia Judiciária ter encontrado o carro do crime, usado no sábado de madrugada para atropelar, matar e arrastar ao longo de 30 metros o corpo do adepto do Sporting Marco Ficini, junto ao Estádio da Luz, a investigação colou as últimas peças que faltavam ao puzzle. Chegou, pela matrícula, à proprietária do Renault Clio branco. E esta indicou o ex-marido como condutor.

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É um elemento da claque de apoio ao Benfica, No Name Boys – já referenciado pela PSP e pela própria PJ por crimes graves como roubos e tráfico de droga.

Tem cerca de 30 anos, é da zona da Amadora, e está agora em fuga. Escondeu o carro todo amolgado e de vidros partidos na garagem aberta da moradia de um amigo – também ligado aos No Name Boys –, nos Moinhos da Funcheira, Amadora, e deixou de ser visto. Tenta resistir à investigação mas está identificado como autor do crime com recurso a uma série de provas, recolhidas junto de testemunhas e através de imagens: quer de videovigilância, cedidas à PJ pelo Benfica, quer de telemóveis de moradores dos prédios em Benfica, junto ao local onde ocorreu o homicídio.

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Depois de o carro ter sido encontrado e rebocado para as instalações da PJ, também estão a ser recolhidas provas periciais que ajudem a consolidar os indícios: no interior do veículo, técnicos do Laboratório de Polícia Científica procuram as impressões digitais e vestígios biológicos – ADN – do suspeito procurado; e, no exterior, com base na destruição da chapa e dos vidros, tentam apurar qual foi a violência do impacto do atropelamento do italiano de 41 anos que acompanhava a claque Juve Leo, do Sporting.

Recorde-se que, depois de elementos dos No Name Boys terem ido a Alvalade lançar tochas, na madrugada de sábado, seguiu-se uma retaliação junto à Luz, com arremesso de pedras e tochas. Um condutor procurado acelerou de carro deliberadamente para atropelar Marco Ficini, como atestam as imagens recolhidas. Arrastou o corpo 30 metros e fugiu mas, depois de identificado, a PJ tem lançada uma caça ao homem.

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