Peso pára unidades de saúde móveis no Algarve
Veículos que apoiam a população em zonas isoladas apresentaram 400 quilos a mais.
Pelo menos duas autarquias já ‘encostaram’ as Unidades de Saúde Móveis de Proximidade - que foram adquiridas apenas no ano passado - devido a problemas técnicos.
As viaturas fazem parte de um protocolo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve para apoiar a população em zonas rurais e de baixa densidade, onde os utentes são, na sua maioria, idosos.
"O ar condicionado deita água, o gerador é um ‘monstro’ que pesa 80 quilos e tem de ser retirado do interior da carrinha cada vez que os utentes são atendidos e, o pior, na inspeção periódica, apontou 400 quilos a mais. Tivemos de reativar o veículo antigo para não deixarmos os munícipes das cerca de uma centena de povoações dispersas e isoladas sem apoio", assume Francisco Amaral, autarca de Castro Marim, um dos municípios afetados.
Pelo menos Silves, apurou o CM, também parou o veículo por excesso de peso. No entanto, os problemas estender-se-ão a outros concelhos pois os veículos foram todos uniformizados.
As carrinhas tiveram um custo de 75 mil euros cada e estão colocadas ainda em Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Loulé, Monchique, Portimão, São Brás de Alportel e Tavira.
PORMENORES
"Vamos ver os contratos"
"Confirmo os problemas de peso a mais. São situações muito recentes. Vamos ver agora os contratos derivados do protocolo e, juntamente com os autarcas, ver qual o próximo passo a tomar", assegurou ao CM Jorge Botelho, presidente da associação de municípios.
ARS gere recursos
Contactada pelo CM, a ARS Algarve disse que, neste projeto, cabe-lhe apenas "a operacionalização no terreno em termos de recursos humanos", demarcando-se de qualquer responsabilidade em relação a problemas nos veículos afetados.
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