PJ apanha rede de esteroides no Hospital das Forças Armadas e prisão da Carregueira. Militar entre os detidos
Detidos quatro homens e uma mulher. Também traficavam remédios sujeitos a receita médica. Forças Armadas confirmam detido e buscas por "crimes civis".
Uma rede que traficava esteroides anabolizantes e fármacos sujeitos a receita médica, e que atuava no hospital das Forças Armadas (Lisboa) e na prisão da Carregueira (Sintra), foi alvo de uma operação da Polícia Judiciária, que teve quatro homens e uma mulher, foi esta sexta-feira anunciado. Um dos detidos é militar das Forças Armadas e trabalhava na farmácia do hospital militar.
De acordo com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, a operação decorreu na quinta-feira nas zonas Oeste e da Grande Lisboa. Foram cumpridos um mandado de detenção e 16 mandados de busca e apreensão, "que visaram domicílios, uma unidade hospitalar e um estabelecimento prisional, por fortes suspeitas da prática dos crimes de tráfico de substâncias e métodos proibidos, branqueamento e peculato".
"Em causa está a comercialização de substâncias anabolizantes e de fármacos sujeitos a receita médica e a dissimulação dos lucros dessa atividade ilícita", descreve a PJ.
O militar era o alvo do mandado de detenção. As outras quatro detenções ocorreram em flagrante pela posse de substâncias proibidas.
Foram apreendidas centenas de embalagens de substâncias proibidas, cerca 10 mil euros em numerário, 11 viaturas "e recolhidos importantes elementos de prova dos factos em investigação, que serão agora objeto de análise, com vista ao apuramento integral das responsabilidades criminosas e à célere conclusão da investigação".
"A ação contou com a participação e apoio da INTERPOL Financial Crime and Anti-Corruption Centre e do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial da Polícia de Segurança Pública", assinala a PJ.
Ao CM, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) confirma "a presença de autoridades judiciárias (Ministério Público e Polícia Judiciária civil) no Hospital das Forças Armadas (HFAR), no âmbito de suspeita de crimes do foro civil, que resultou na detenção de um militar".
"O EMGFA e o HFAR colaboraram, desde o primeiro momento, de forma plena e diligente, com as entidades competentes. Mais se esclarece que o crime em investigação é de natureza exclusivamente civil, não estando relacionado com o exercício de funções militares, nem com o funcionamento ou a atividade do HFAR, não tendo igualmente causado qualquer prejuízo para as Forças Armadas", é destacado.
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